Federação Agrícola dos Açores envia carta ao Governo a defender igualdade de apoios

A Federação Agrícola dos Açores (FAA) alertou o Presidente da República, primeiro-ministro e responsáveis governativos para "a situação difícil" no setor, defendendo que quaisquer medidas de apoio extraordinárias aplicadas no continente sejam estendidas à região



A estrutura, liderada por Jorge Rita, adianta que enviou cartas ao Presidente da República, António José Seguro, ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, ao ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e ao presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, alertando para “a situação difícil em que se encontram os agricultores açorianos”.

Na missiva, a Federação apela a que todos os apoios, medidas extraordinárias ou mecanismos de compensação que venham a ser aplicados no continente sejam igualmente garantidos aos agricultores açorianos.

A FAA defende ainda uma articulação eficaz entre o Governo da República e o Governo dos Açores, sublinhando que nenhuma medida deve excluir a região.

A organização de agricultores lembra que tem vindo a manifestar a sua preocupação com o aumento dos custos de produção, que se tem "agravado nas últimas semanas, em grande parte devido ao contexto internacional e ao impacto do conflito no Médio Oriente na economia" e alerta que o recente anúncio de aumento dos combustíveis agravou "ainda mais a situação".

Atualmente, os agricultores açorianos têm custos de produção "cada vez mais elevados" com fertilizantes, energia, gás, matérias-primas e transportes marítimos, o que pesa ainda mais numa região ultraperiférica como os Açores, salienta a FAA.

A esta situação "soma-se a descida do preço pago ao produtor pelo leite", denuncia a federação, em comunicado.

O presidente da FAA, citado na nota, diz esperar que esta preocupação "seja devidamente considerada" e que as decisões futuras garantam "respostas para todos os agricultores do país".

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