Chega/Açores exige medidas urgentes face à subida dos combustíveis

O Chega/Açores questionou o Governo Regional sobre "o impacto brutal" do aumento do preço dos combustíveis nos setores agrícola e piscatório, exigindo respostas imediatas do executivo



Numa nota de imprensa, o partido lembra que o preço dos combustíveis continua a subir, referindo que “quem paga a fatura são sempre os mesmos - agricultores e pescadores" - e sublinhando que estes profissionais, essenciais para garantir o abastecimento alimentar nos Açores, estão a ser “sufocados por custos cada vez mais incomportáveis”.

"Aqueles que trabalham todos os dias para pôr comida na mesa dos açorianos estão a ser sufocados por custos cada vez mais incomportáveis", alerta a estrutura, que enviou um requerimento ao Governo Regional através do parlamento açoriano.

No requerimento, exigem-se "respostas imediatas" ao Governo Regional sobre "o impacto brutal do aumento dos combustíveis nos setores produtivos da região", no contexto da guerra no Médio Oriente.

O partido questiona se o executivo pretende avançar com apoios diretos a "quem está a ser esmagado" pelos custos, "se vai ou não reduzir a carga fiscal sobre os combustíveis e se vai ou não criar mecanismos para travar esta escalada de preços".

"Num território como os Açores, onde tudo depende do transporte e da energia, este aumento não é apenas mais uma dificuldade — é um golpe direto na sobrevivência de muitas explorações agrícolas e atividades piscatórias", alerta.

Para o Chega/Açores, é inaceitável não haver soluções concretas num cenário em que os custos de produção disparam e a margem de quem produz desaparece.

“Sem medidas urgentes, o que está em causa não é apenas o rendimento de agricultores e pescadores — é a própria produção regional, a nossa autonomia alimentar e o futuro económico dos Açores”, sustenta o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco.

Citado na nota, o também líder do Chega/Açores vinca que “os açorianos não vivem de promessas — vivem do seu trabalho”, atualmente “em risco".

O partido garante que continuará "a denunciar esta situação e a exigir medidas concretas, antes que seja tarde demais".

Esta semana, o Governo Regional anunciou que a redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) nos Açores vai traduzir-se num aumento de 6,9 cêntimos na gasolina e 12 cêntimos no gasóleo a partir de 01 de abril.

“No plano nacional, até hoje, a gasolina sem chumbo já aumentou 24,9 cêntimos e o gasóleo simples 46,9 cêntimos. Aquilo que estamos a estimar com a redução que vamos fazer do ISP nos Açores é que os combustíveis possam subir no caso da gasolina cerca de 6,9 cêntimos e no gasóleo 12 cêntimos”, disse o secretário das Finanças.

Segundo Duarte Freitas, a redução do ISP demonstra que o Governo Regional tem “disponibilidade” e “capacidade” para “conter o aumento dos combustíveis” devido ao conflito no Médio Oriente.

“Os aumentos que os açorianos vão enfrentar no dia 01 de abril, por via da redução que o Governo dos Açores faz do ISP, serão cerca de um quarto daqueles aumentos que aconteceram a nível nacional”, comparou, revelando que a redução do ISP vai custar cerca de três milhões de euros à região.

Nos Açores, os preços dos combustíveis são atualizados mensalmente.

Os preços do petróleo têm disparado desde o início da ofensiva militar de grande escala lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, em 28 de fevereiro, cenário que tem suscitado receios de um novo aumento da inflação e de um abrandamento da atividade económica mundial.

O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.


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Na apresentação das Festas do Senhor Santo Cristo deste ano, o reitor do Santuário, o cónego Manuel Carlos Alves, afirmou que “não podemos ignorar a urgência da oração pela paz”, num tempo em que “até os cristãos se deixam envolver por discursos radicais, polarizadores e promotores de guerra”. Situação nos EUA pode trazer menos emigrantes