Faculdade de Ciências do Porto mostra réplica do satélite artificial Sputnik I


 

Lusa/AO Online   Ciência   11 de Abr de 2019, 12:09

A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto vai assinalar o Dia Internacional do Voo Espacial Tripulado, que se celebra na sexta-feira, com a inauguração de uma réplica à escala real do Sputnik, o primeiro satélite da história.

A ideia de construir uma réplica do primeiro satélite artificial da Terra - Sputnik I - partiu de Rui Moura, docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), que depois de frequentar, em 2016, um curso de astronáutica nos Estados Unidos da América sentiu que “a área da exploração espacial tripulada merecia melhor divulgação em Portugal”.

“Como geofísico achei que a ligação lógica para explicar o ponto de partida da corrida ao espaço residia no lançamento do Sputnik I em 1957”, afirmou hoje à Lusa.

Em resposta à agência Lusa, Rui Moura explicou que foi depois de ter “travado conhecimento” que o conselheiro cultural da embaixada russa em Portugal, Vladimir Luzgin, estava “interessado” no projeto que “nasceu a ideia” de celebrar o Dia Internacional do Voo Espacial Tripulado nas instalações da FCUP.

A réplica vai estar “sempre disponível” para exposição e, a partir de sexta-feira, “gostaria que ficasse exposta no IGUP (Instituto Geofísico da Universidade do Porto – Observatório Meteorológico da Serra do Pilar)”, referiu.

A cerimónia, que tem início às 14:00 na sexta-feira, com a apresentação da réplica do Sputnik I, vai também contar com uma palestra conduzida pelo cosmonauta russo Mikhail Kornienko.

Mikhail Kornienko, veterano de duas missões espaciais, é um dos astronautas que mais tempo passou a bordo da Agência Espacial Internacional, num total de 516 dias, 10 horas e um minuto.

O docente adiantou ainda que, durante a palestra, o cosmonauta vai abordar a sua “experiência particular na missão de longa duração e todas as consequências que advêm para futuras missões de longa duração para além da órbita terrestre, em concreto à Lua e eventualmente a Marte”.

A iniciativa, organizada em colaboração com o conselheiro cultural da embaixada russa em Portugal, insere-se nas comemorações dos 240 anos de relações entre os dois países.


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