Exportação de atum representa 45 milhões de euros

Exportação de atum representa 45 milhões de euros

 

Lusa / AO online   Regional   23 de Out de 2007, 12:59

As seis fábricas conserveiras de atum dos Açores são responsáveis por cerca de 45 milhões de euros de exportações anuais e empregam um total de 800 pessoas, anunciou esta terça-feira o director regional das Pescas.
Luís Fernandes falava, em Ponta Delgada, na apresentação do I Congresso Regional Internacional do Atum, que vai decorrer, quinta e sexta-feira, na ilha de São Miguel.

Segundo disse, este produto, que resulta da laboração média de cerca de 20 mil toneladas de atum por ano, lidera o volume de exportações dos Açores, um movimento que justifica a realização de um congresso sobre este tema.

O Congresso vai decorrer numa boa altura para a safra de atum nos mares das ilhas, que deverá rondar, este ano, as 10 mil toneladas descarregadas, o que, segundo o presidente da Lotaçor, será o “segundo melhor ano dos últimos vinte”.

Este volume estimado de descargas nos portos açorianos só deverá ser ultrapassado por 1993, ano em que foram capturadas 11 mil toneladas, adiantou António Raposo, da empresa que gere as lotas da região autónoma.

Luís Fernandes alertou, porém, que as seis fábricas que se localizam em cinco ilhas se debatem com os custos acrescidos dos transportes, derivados da insularidade a que estão sujeitas.

Para isso, o Governo Regional pretende que o regime de apoios comunitários do POSEIMA passe a definitivo, uma posição já manifestada à Comissão Europeia, mas ainda sem resposta de Bruxelas.

O director regional do sector adiantou, também, que a boa safra que se verificou este ano já levou a um incremento das licenças de pesca para 2008.

Luís Fernandes assegurou, ainda, que o Congresso Internacional do Atum não pretende substituir a Semana das Pescas, o maior fórum sobre o sector que se realizava anualmente na ilha do Faial, mas que terminou depois de se constatar que o seu “figurino estava esgotado”.

Em alternativa, o Governo Regional optou por promover ou apoiar diversos eventos específicos sobre pescas em várias ilhas do arquipélago, explicou.

Durante dois dias, investigadores, industriais e técnicos nacionais e de diversas instituições internacionais, como a FAO, WWF, EUROTHON e ICCAT, vão analisar temas como a sustentabilidade da pesca do atum, novos produtos no mercado mundial e a aquicultura desta espécie.
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