“Manteremos este bloqueio, que está a funcionar, o tempo que for preciso”, declarou Hegseth durante uma conferência de imprensa no Pentágono, a sede do departamento, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Ao seu lado, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, Dan Caine, esclareceu que a medida se aplica a todos os navios, independentemente da bandeira, que tenham como destino ou origem os portos iranianos.
“Esta operação norte-americana é um bloqueio aos portos iranianos e não um bloqueio ao estreito de Ormuz”, precisou o responsável militar.
O bloqueio foi ordenado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, na sequência do fracasso das negociações com Teerão para o fim da guerra que os Estados Unidos e Israel iniciaram a 28 de fevereiro.
As negociações estão a ser mediadas pelo Paquistão, que admitiu novas conversações em breve, ainda durante a vigência do acordo de cessar-fogo de duas semanas, que termina em 22 de abril.
Hegseth avisou que as forças armadas norte-americanas estavam preparadas para retomar os ataques ao Irão caso Teerão não aceite um acordo de paz durante o cessar-fogo.
Afirmou que os efetivos norte-americanos permanecem na região para assegurar um “bloqueio férreo” e garantir uma “posição ótima para retomar as operações de combate”.
Hegseth descreveu o bloqueio aos portos iranianos como a “opção mais diplomática” para exercer pressão sobre o Irão.
“Esperamos que este novo regime iraniano escolha sabiamente”, disse Hegseth, também citado pela agência espanhola EFE, sem precisar a que autoridades se referia.
O aviso de Washington surge num momento de elevada tensão, com os Estados Unidos a manterem a vigilância no estreito de Ormuz para forçar a liderança iraniana a negociar os termos de um pacto de paz definitivo.
