Irão

EUA afirmam que indústria de defesa iraniana foi completamente destruída

Os Estados Unidos "destruíram completamente a base industrial de defesa do Irão", afirmou o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, numa conferência de imprensa após o anúncio de um cessar-fogo entre os dois países



"Já não podem construir mísseis, ‘rockets’, lançadores ou drones, as suas fábricas foram destruídas", afirmou.

Segundo Hegseth, em menos de 40 dias, um dos comandos de combate dos EUA, o Comando Central, "utilizando menos de 10% do poder de combate total norte-americano, desmantelou um dos maiores Exércitos do mundo". Alertou que, durante "a onda de mais de 800 ataques lançados na noite de terça-feira", antes da cessação temporária das hostilidades entrar em vigor após mais de um mês de guerra, os EUA completaram a destruição da base industrial de defesa do Irão.

"A Operação Fúria Épica foi uma vitória histórica e esmagadora no campo de batalha, uma vitória militar no verdadeiro sentido da palavra, em qualquer perspetiva. A Fúria Épica dizimou o Exército iraniano e tornou-o inoperável para combate durante muitos anos", disse

O chefe do Pentágono insistiu que Washington usou "apenas uma fração" da sua força para infligir "uma derrota militar devastadora" ao Irão e afirmou que, juntamente com Israel, as forças norte-americanas "alcançaram todos os seus objetivos pretendidos" de acordo com o calendário.

Segundo Pete Hegseth, se o cessar-fogo não tivesse sido alcançado na terça-feira, os Estados Unidos tinham "uma série de alvos" prontos a serem atingidos, citando "pontes e centrais elétricas", que descreveu como "alvos legítimos".

O secretário da Defesa norte-americano acrescentou que a Marinha iraniana "foi afundada" e o Irão "carece completamente de um sistema de defesa aérea abrangente".

Em relação ao acordo de cessar-fogo e às futuras negociações entre as duas nações, disse que o novo governo em Teerão "entendeu que um acordo era muito melhor do que o destino que os aguardava".

O secretário da Defesa dos EUA avisou ainda o Irão que, se o país não entregar o seu urânio, os Estados Unidos estão preparados para o tomar.

"Sabemos o que eles têm e vão o entregar. Nós vamos tomá-lo, se necessário. Podemos fazê-lo por todos os meios necessários", disse o secretário de Defesa dos EUA.

Já o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, declarou que as Forças Armadas norte-americanas estão prontas para retomar os combates com o Irão no caso de o cessar-fogo entre os dois países termine.

"Para que fique claro, um cessar-fogo é uma pausa, e as Forças Armadas continuam prontas, se for dada a ordem e forem convocadas, para retomar as operações de combate com a mesma rapidez e precisão que temos demonstrado nos últimos 38 dias", acrescentou o general durante na mesma conferência de imprensa ao lado de Pete Hegseth.

Caine especificou que, desde o início da ofensiva contra o Irão, lançada pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro, Washington atacou mais de 13.000 alvos, incluindo mais de 4.000 alvos dinâmicos que surgiram subitamente no campo de batalha e foram "neutralizados imediatamente".

"Destruímos aproximadamente 80% dos sistemas de defesa aérea do Irão, atingindo mais de 1.500 alvos antiaéreos, mais de 450 instalações de armazenamento de mísseis balísticos e 80 instalações de armazenamento de drones de ataque unidirecional", acrescentou Caine.

O general afirmou que as forças norte-americanas "devastaram as redes de comando e controlo do Irão, bem como as suas redes logísticas", destruindo mais de 2.000 centros de comando e controlo, e confirmou que afundaram mais de 90% da "frota regular" iraniana, "incluindo todos os principais navios de combate de superfície".


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