Açoriano Oriental
Covid-19
Estudantes pedem intervenção de Vasco Cordeiro para regressarem aos Açores

Um grupo de 146 açorianos a estudar no continente pediu ao presidente do Governo Regional para intervir junto do Presidente da República para ser realizado um “resgate seguro” que os leve de volta às suas ilhas.

Estudantes pedem intervenção de Vasco Cordeiro para regressarem aos Açores

Autor: Lusa/AO Online

Numa carta que enviaram a Vasco Cordeiro, à qual a agência Lusa teve acesso, os estudantes “apelam à solidariedade” do presidente do Governo dos Açores, a quem pedem que sejam realizados esforços para solicitar ao Presidente da República que seja realizada uma “operação de resgate segura”.

Os estudantes sugerem que esse resgate seja realizado através do recurso a um avião C295, da Força Aérea Portuguesa, com capacidade para 70 passageiros.

Este avião oferece a “vantagem de poder aterrar em qualquer ilha, incluindo o Corvo, se necessário” e assim poderiam ficar nas ilhas respetivas de destino, onde realizariam a quarentena.

“Seria crucial um transporte seguro desde as residências dos estudantes até à plataforma aérea. Esta recolha poderia ser organizada por região ou distrito através dos meios de transporte da PSP, Polícia Militar ou outras entidades competentes”, afirmam na missiva.

Na missiva, assinada pelos 146 estudantes que estão no continente em isolamento voluntário, os jovens explicam que, depois de a ministra da Saúde, Marta Temido, ter dito que o pico da pandemia da covid-19 foi adiado para o final de maio, constataram que “esta situação vai muito além do final do semestre”, pelo que a sua decisão, “neste momento, mudou”.

“Queremos regressar a casa, uma vez que aqui sozinhos, longe das nossas famílias, o nosso futuro é incerto, pelo que temos que agir imediatamente”, declaram os estudantes deslocados.

Entre os motivos que os faz querer regressar estão também questões de saúde e financeiras.

“Outros, simplesmente querem voltar às suas casas, para o conforto das suas famílias pois encontram-se completamente sozinhos em grandes cidades, ou isolados em residências universitárias, totalmente vazias”, afirmam.

Contudo, nem todos os estudantes açorianos querem voltar para casa e, num grupo criado no Facebook, duas jovens defendem que se devem manter todos no continente para salvaguardar a saúde pública dos açorianos e dos seus agregados familiares.


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