Estabilização da taxa de desemprego é "bom sinal"

Estabilização da taxa de desemprego é "bom sinal"

 

Lusa / AO online   Economia   16 de Nov de 2007, 10:53

O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social considerou "um bom sinal" a estabilização da taxa de desemprego em 7,9 por cento no terceiro trimestre de 2007.
"Regista-se um dado muito significativo. Este ano a taxa de desemprego não cresceu do segundo para o terceiro trimestre. É um bom sinal", afirmou José António Vieira da Silva, no Porto, à margem da apresentação do Programa Operacional Potencial Humano (POPH).

    O ministro salientou que, tradicionalmente, há uma perda de emprego sazonal do segundo para o terceiro trimestre, mas este ano isso não aconteceu.

"Durante dois/três anos, o emprego não crescia. Agora há mais 100 mil postos de trabalho em termos líquidos", afirmou Vieira da Silva, escusando-se a assumir se o Governo mantém como objectivo a criação de 150 mil postos de trabalho até ao final do mandato.

"Essa é outra discussão", disse.

Vieira da Silva reconheceu que o problema do desemprego ainda não está resolvido, mas salientou que, só "no terceiro trimestre, foram criados mais 45 mil postos de trabalho".

"A economia portuguesa não está apenas a destruir, está a criar postos de trabalho", frisou.

A taxa de desemprego estabilizou em 7,9 por cento no terceiro trimestre do ano, no mesmo valor verificado no segundo trimestre, revelam os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a taxa de desemprego subiu 0,5 pontos percentuais.

A população desempregada foi estimada em 444,4 mil pessoas, o que representa um crescimento de 0,9 por cento, face ao trimestre anterior, e de 6,5 por cento face a igual período de 2006.

Segundo o INE, esta evolução é explicada pelo aumento do número de mulheres desempregadas em 14,5 mil, quando comparado com o terceiro trimestre do ano passado, e pelo aumento do desemprego, especialmente, das pessoas com idade igual ou superior a 45 anos, registando-se mais 17,7 mil indivíduos.

O desemprego de jovens, por outro lado, reduziu-se em 8,2 mil pessoas.

O número de pessoas empregadas cresceu 0,9 por cento, face ao segundo trimestre, e 0,3 por cento face a igual período do ano passado.

No terceiro trimestre, estimava-se que o número de empregados em Portugal totaliza ligeiramente mais de 5,2 milhões de pessoas.

Segundo o INE, a população activa aumentou em 49,5 mil pessoas, ou 0,9 por cento, face ao trimestre anterior, e 0,7 por cento relativamente ao terceiro trimestre de 2006.

O valor da taxa de desemprego no trimestre terminado em Setembro é 0,1 pontos percentuais superior à estimativa do Governo para o final do ano, inscrita no relatório do Orçamento do Estado (OE) para 2008.

Para o próximo ano, o Governo prevê uma redução da taxa de desemprego para 7,6 por cento.
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