A Escola do Mar dos Açores já formou nos últimos quatros anos, desde que foi certificada, mais de 2.400 pessoas, através de mais de 168 ações de formação que totalizam cerca de 16 mil horas.
“Estes números demonstram a crescente relevância da escola na qualificação dos profissionais ligados ao setor do mar. No entanto, mais importante do que os indicadores quantitativos é o impacto que a formação tem na melhoria das competências, da segurança no trabalho e das oportunidades de progressão profissional dos formandos”, afirma em entrevista ao Açoriano Oriental, Ana Rodrigues, presidente do conselho de administração da Associação para o Desenvolvimento e Formação do Mar dos Açores (ADFMA) e diretora executiva da Escola do Mar dos Açores (EMA).
A oferta formativa da Escola do Mar dos Açores tem abrangido áreas como a segurança e sobrevivência no mar; a navegação; as pescas; a operação de equipamentos portuários e ainda a construção e reparação naval e soldadura.
A Escola do Mar dos Açores tem igualmente procurado garantir “um acesso mais equitativo à qualificação, promovendo ações de formação em diferentes ilhas do arquipélago, de forma a que a localização geográfica não constitua um obstáculo à aquisição de competências e à valorização profissional”, refere Ana Rodrigues.
A oferta formativa da escola
A Escola do Mar dos Açores dispõe atualmente de uma oferta formativa onde se destacam os cursos de Segurança Básica; Marinheiro; Marinheiro Maquinista; Maquinista Prático de 2.ª Classe; Mestre Local; GMDSS (Sistema Global de Socorro e Segurança Marítima) A1 e A2; Manuseamento e Conservação do Pescado a Bordo; Segurança na Manobra e Operação de Gruas Portuárias; Nadador-Salvador e Soldadura, entre outras.
Paralelamente, afirma Ana Rodrigues, “a escola tem vindo a apostar fortemente na formação dos mais jovens, através de cursos profissionais ligados à construção e reparação naval, contribuindo para a renovação geracional de profissões fundamentais para a economia marítima dos Açores”.
A diretora executiva da Escola do Mar dos Açores refere ainda que “estamos atentos às novas oportunidades associadas à Economia Azul e às áreas emergentes do setor do mar, nomeadamente as energias renováveis marinhas, a robótica subaquática, a aquacultura e as tecnologias de investigação e monitorização oceânica”.
Isto para garantir “que a oferta formativa acompanha a evolução do setor e prepara os profissionais para os desafios futuros”, conclui.
Promoção da Economia Azul
A Associação para o Desenvolvimento e Formação do Mar dos Açores pode desempenhar “um papel estratégico na promoção da Economia Azul nos Açores, sobretudo pela sua capacidade de ligar a formação, a investigação, a inovação tecnológica e o tecido empresarial”, afirma Ana Rodrigues.
Isto porque, “através da Escola do Mar dos Açores, contribuímos para a qualificação dos recursos humanos, um fator essencial para o crescimento sustentável das atividades ligadas ao mar”, sem esquecer que, “estamos também envolvidos em iniciativas que visam criar condições para o desenvolvimento e teste de novas tecnologias”, explica a diretora da Escola do Mar dos Açores.
São disso exemplo o Centro de Experimentação de Tecnologia dos Açores e a Zona Livre Tecnológica (ver caixa), que reforçam “a atratividade da Região para projetos de inovação e investimento”.
Além disso e segundo afirma Ana Rodrigues, “pretendemos continuar a fortalecer a cooperação entre instituições científicas, empresas e entidades públicas, tanto a nível regional como internacional, promovendo a transferência de conhecimento e a criação de novas oportunidades de negócio”.
Para a diretora executiva da Escola do Mar dos Açores, “o grande desafio passa por transformar esse potencial em valor económico e social, gerando emprego qualificado, atraindo investimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável”.
Açores como “laboratório” para mobilidade autónoma
A combinação de uma pista de drones com uma Zona Livre Tecnológica (ZLT) nos Açores pode transformar a Região num dos principais laboratórios do Atlântico para mobilidade autónoma, economia do mar e tecnologias emergentes.
Quem o diz é a presidente da ADFMA, Ana Rodrigues, para quem “estas infraestruturas permitirão criar condições únicas para o teste, demonstração e validação de novas tecnologias, nomeadamente nas áreas dos sistemas autónomos, drones aéreos e marítimos, robótica subaquática, monitorização ambiental, energias renováveis oceânicas e comunicações avançadas”.
