Comunidades

Emigrantes vão ter menos 29 postos suplementares de recenseamento eleitoral


 

Lusa/AO online   Nacional   30 de Dez de 2011, 11:43

Além das embaixadas e consulados, os portugueses vão dispor no próximo ano de 95 postos suplementares de recenseamento eleitoral no estrangeiro, menos 29 que no ano anterior, segundo a lista publicada em Diário da República.
A maioria dos postos suplementares de recenseamento eleitoral funciona em consulados honorários e escritórios consulares, mas há casos de postos instalados em associações e clubes portugueses no estrangeiro.

A maior redução do número de postos foi registada no Canadá, onde, a lista agora publicada, dá conta do desaparecimento de 22 dos 29 postos suplementares de recenseamento eleitoral.

Nos Estados Unidos, os seis postos de recenseamento localizados fora da rede de embaixadas e consulados foram reduzidos a metade.

O escritório consular de Windhoek, na Namíbia, deixará de fazer recenseamento, bem como o consulado honorário em Milão, Itália.

Em França, um dos dois postos que desaparece é o que funcionava no escritório consular de Lille, cujo encerramento foi decretado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros em Novembro.

Contactado pela agência Lusa, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, adiantou que as listas de postos de recenseamento suplementar são indicadas pelos chefes das comissões recenseadoras, não tendo havido alterações nas propostas enviadas do estrangeiro.

Questionado sobre a redução no número de postos, José Cesário disse que pode ser explicada pelo facto de alguns estarem "inactivos há muito tempo" e também com a actual exigência de os postos de recenseamento estarem ligados ao Sistema de Informação e Gestão do Recenseamento Eleitoral.

José Cesário disse ainda que a "implementação progressiva de serviços" a realizar pelas permanências consulares permitirá integrar o recenseamento eleitoral nos atos a realizar pelos funcionários que se deslocarão às comunidades onde não há serviços consulares.

Numa comunidade estimada em cerca de cinco milhões de emigrantes e luso-descendentes, nas últimas eleições legislativas estavam recenseados cerca de 195 mil eleitores, que tiveram uma participação de 17 por cento.

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