Greve

Efeitos da paralisação da Função Pública começam a sentir-se já hoje


 

Lusa/Ao online   Nacional   29 de Nov de 2007, 05:23

Os primeiros efeitos da greve da Função Pública convocada para sexta-feira, começam hoje a sentir-se, com o início dos turnos em alguns serviços públicos, como o de recolha de lixo.
Os primeiros funcionários públicos a aderirem à greve serão os trabalhadores da recolha do lixo no distrito de Évora, que iniciam o primeiro turno de trabalho às 20:00 horas de hoje, segundo indicações do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

    Seguem-se às 22:00 horas, os serviços de recolha do lixo de Loures e Setúbal e os enfermeiros, que na maioria dos hospitais iniciam o primeiro turno de trabalho por volta das 23:00 horas.

    Na sexta-feira, a greve da Função Pública deverá encerrar tesourarias e repartições de finanças, tribunais, escolas, consultas hospitalares e serviços municipais, segundo os sindicatos, que acreditam que esta será "uma das melhores greves de sempre".

    Na saúde e na educação, as perspectivas são elevadas, até porque desta vez a paralisação vai envolver todos os profissionais de ambas as áreas, tendo em conta que os médicos e os professores também aderiram.

    As três estruturas sindicais da administração pública marcaram esta greve conjunta "contra a intransigência do Governo nas negociações salariais", um ano após a realização da última paralisação conjunta, pelo mesmo motivo.

    Os sindicatos queixam-se nomeadamente de a equipa negocial do Ministério das Finanças ter iniciado o processo com uma proposta de aumentos salariais de 2,1 por cento e de ter encerrado as negociações com o mesmo valor.

    A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 9 e 10 de Novembro de 2006 contra o aumento salarial de 1,5 por cento que o Governo decidiu aplicar, apesar de a inflação prevista nessa altura ser de 2,1 por cento.

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