Duas sessões de perguntas ao Governo marcam 'reentrée' parlamentar nos Açores

Duas sessões de perguntas ao Governo dos Açores, sobre os investimentos na ilha das Flores e o Gabinete de Prevenção da Corrupção, vão marcar a 'reentrée' parlamentar na Assembleia Legislativa Regional, cujo plenário se reúne a partir de terça-feira.



A primeira sessão de perguntas, proposta pelo deputado Nuno Barata, da Iniciativa Liberal, está agendada para a manhã de terça-feira e diz respeito ao desenvolvimento socioeconómico da ilha das Flores, abordando os transportes, as acessibilidades e investimentos públicos estruturantes para aquela ilha.

O deputado liberal já tinha realizado, em anteriores plenários, sessões de perguntas ao Governo sobre os problemas de outras ilhas da região, que entretanto visitou, e promete fazer o mesmo com as nove ilhas do arquipélago.

A segunda sessão de perguntas, que deverá ocorrer na manhã de quarta-feira, é apresentada por Carlos Furtado (ex-deputado do Chega), que atualmente desempenha funções de deputado independente, e está relacionada com o Gabinete de Prevenção da Corrupção e da Transparência.

Carlos Furtado pretende saber quais as matérias que têm sido alvo de análise por parte deste gabinete, e também perceber se há “compatibilidade” entre o papel daqueles serviços e aquilo que foi “determinado” aquando da realização do acordo de incidência parlamentar, assinado em setembro de 2020, entre os três partidos que compõem o Governo açoriano (PSD, CDS-PP e PPM) e as duas forças políticas que lhe dão apoio parlamentar (Chega e IL).

O Governo Regional leva também três propostas a plenário, para discussão e votação, relacionadas como descongelamento das carreiras dos trabalhadores farmacêuticos, com a organização do trabalho médico suplementar nos serviços de urgência do Serviço Regional de Saúde (SRS) e com medidas de controlo de animais de companhia ou errantes.

Os 57 deputados ao parlamento dos Açores vão também apreciar duas propostas do Bloco de Esquerda, que propõem a criação de um regime excecional de constituição de relações jurídicas de emprego no SRS e  a implementação urgente de medidas para combater o impacto de uma alga invasora (Regulopteryx okamurae), em algumas ilhas da região.

A agenda parlamentar do primeiro plenário após as férias inclui ainda uma proposta do PS, o maior partido da oposição nos Açores, que defende um apoio extraordinário ao rendimento dos pescadores, e ainda uma proposta conjunta dos partidos que suportam o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), sobre o alargamento e diversificação do ensino artístico especializado nos Açores.

A proposta de Orçamento da Assembleia para 2023, de quase 14,4 milhões de euros (o maior da história parlamentar nos Açores), e duas petições apresentadas por grupos de cidadãos, relacionadas com o controlo de animais de estimação e com a subida a vila da freguesia de São Mateus, na ilha Terceira, são outras matérias em discussão na Assembleia Legislativa dos Açores.

O parlamento dos Açores é composto por 57 deputados, em representação de oito forças políticas (PS, PSD, CDS, PPM, BE, CH, IL e PAN) e ainda um deputado independente.


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Nas escolas com ensino secundário, alunos do 3.º ciclo e do Secundário vão começar aulas cinco dias úteis mais tarde. Medida, apresentada pela secretária regional da Educação, decorre do sucedido com os exames nacionais, que terá uma fase extraordinária agora em setembro. Apesar do adiamento, o encerramento do ano letivo não altera