Açoriano Oriental
Diretor faz balanço positivo de encontro literário Arquipélago de Escritores

O diretor do Arquipélago de Escritores, Nuno Costa Santos, fez balanço "positivo" do evento decorrido de quinta-feira a domingo, em São Miguel, nos Açores, e que discutiu temas "pertinentes a partir dos livros".

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Foto: Rui Jorge Cabral/AO
Autor: Lusa/AO Online

"Faço um balanço positivo, porque conseguiu-se discutir temas pertinentes a partir dos livros. Houve debate, dissensão, que é importante, e as pessoas escolhidas, acho que cada um trouxe a sua perspetiva sobre os temas", disse à agência Lusa o organizador do encontro literário.

Nuno Costa Santos salientou a "adesão dinâmica e interessada" da comunidade.

"Muita gente acorreu aos encontros. Foram citados, com terceiros, frases que foram ditas no encontro e isso enche-me de satisfação. Que é a adesão da comunidade, mas uma adesão não apática. Mas uma adesão dinâmica e interessada", apontou.

O escritor frisou que uma das "marcas" desta segunda edição do festival foi suscitar debate através dos livros, em detrimento de discutir "só temas especificamente literários".

"Acho que pode ser um pouco fastidioso estar a discutir só temas especificamente literários. Os livros suscitam debate, debates sobre a Europa, sobre o século XX, as redes sociais. Portanto, é mais interessante fazer isso, fazer conversa a partir dos livros sobre temas sociais, políticos, económicos, do que ficarmos cingidos a questões especificamente literárias que estão mais adequadas para congressos fechados", assinalou.

Das 19 sessões da iniciativa, o organizador relevou as sessões de homenagem a Santos Barros, poeta terceirense falecido em 1983, e a Vamberto Freitas, escritor e crítico literário terceirense, residente em São Miguel, que foi o homenageado desta edição do Arquipélago de Escritores.

"As duas sessões de homenagem ao Santos Barros e ao Vamberto Freitas foram muito interessantes e foi muito importante fazê-las. Porque são duas pessoas que calharam nessa causa, porque, como eu disse, o Arquipélago de Escritores tem como inspiração a forma como eles lidaram com a literatura cá nos Açores e fora, mas olhando para cá", disse.

Sobre uma terceira edição, Nuno Costa Santos acredita ser "natural" que o evento continue, devido à afluência das pessoas e à valorização da escrita dos Açores.

"Ainda não carimbaram essa possibilidade, mas eu penso que é natural que continue por causa do que eu disse. As pessoas acorreram, discutiram, falaram. Vieram pessoas que têm coisas a dizer. Valorizou-se a escrita dos Açores. Portanto, é para continuar, e eu sou um bocado teimoso: se não me deram um aval de um lado, vou para outro, porque isso tem de se fazer", concluiu.

Pela edição de 2019 do Arquipélago de Escritores, passaram autores como Richard Zimler, Teju Cole, João de Melo, Hugo Gonçalves, Joel Neto, Filipe Homem Fonseca, Alexandre Quintanilha, Rui Tavares e Dulce Maria Cardoso.


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