“Só há uma forma de eliminar esta ameaça de uma vez por todas: derrubar o regime iraniano. Foi essa a instrução que dei ao Exército, à Mossad (serviços secretos externos israelitas) e aos serviços de segurança”, afirmou Netanyahu, perante apoiantes em Dimona, no sul de Israel.
Há anos que o chefe do Governo israelita acusa Teerão de tentar obter a bomba atómica.
“O regime iraniano ainda não aprendeu a lição”, acrescentou Netanyahu, referindo-se à guerra lançada por Israel juntamente com os Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Segundo o primeiro-ministro israelita, o atual líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, “decidiu seguir os passos do pai”, morto no primeiro dia da guerra: “Tirou a cavilha da granada, e o Irão está a tentar, mais uma vez, desenvolver bombas mortíferas”.
“O regime iraniano está mais fraco que nunca, e consideramos que essa fraqueza pode levá-lo a adotar as medidas mais extremas, incluindo contra o Estado de Israel. Se o Irão atacar Israel, o Irão arderá!”, declarou, por sua vez, o ministro da Defesa, Israel Katz, durante uma cerimónia militar.
Na terça-feira, ao agradecer ao Presidente norte-americano, Donald Trump, o seu apoio para as eleições legislativas, numa conversa telefónica, Netanyahu declarou: “Donald, temos uma missão a concluir”, referindo-se à sua promessa eleitoral de “eliminar a ameaça iraniana”.
O tom de Netanyahu em relação ao Irão tornou-se mais severo nas últimas semanas, em paralelo com as ameaças de Trump de retomar a guerra que os dois aliados desencadearam contra a República Islâmica no final de fevereiro.
De acordo com uma notícia do diário Financial Times publicada, Netanyahu ordenou às Forças Armadas israelitas que retomassem os ataques ao Irão no início deste mês, mas Trump terá acabado por vetar o plano.
O chefe de Estado norte-americano declarou publicamente que não tinha a intenção de retomar as hostilidades contra Teerão - impopulares nos Estados Unidos devido ao seu impacto no preço do petróleo — antes das eleições intercalares no país, agendadas para 03 de novembro.
