CTT cortaram 894 postos de trabalho até setembro de 2013

CTT cortaram 894 postos de trabalho até setembro de 2013

 

Lusa/AO Online   Economia   29 de Out de 2013, 17:42

O número de trabalhadores dos Correios de Portugal (CTT) baixou de 13.904 funcionários em setembro de 2012 para 13.010 colaboradores no final de setembro último, uma redução de 894 postos de trabalho, revelou hoje a empresa.

"Em consequência da necessária política de ajustamento dos recursos humanos à evolução do mercado, a 30 de setembro de 2013, o número de trabalhadores dos CTT (efetivos do quadro e contratados a termo) ascendia a 13.010, menos 894 (-6,4%) do que a 30 de setembro de 2012", assinalou a empresa no comunicado de divulgação dos resultados dos primeiros nove meses do ano.

A redução mais vincada aconteceu no âmbito dos efetivos, com a diminuição de 624 postos de trabalho (-5%), enquanto que, nos contratados a termo, a redução foi de 270 trabalhadores (-18,3%).

Paralelamente, os CTT "desenvolveram durante os primeiros nove meses de 2013 a integração e otimização das estruturas de tratamento, transporte e distribuição", a par do "reforço das atividades de distribuição efetuadas por pessoal dos CTT, diminuindo consequentemente as atividades de 'outsourcing' [serviços de terceiros], e a otimização da rede de lojas".

Quanto à última, a empresa reduziu as lojas próprias e aumentou os postos de correio geridos por terceiros, "mantendo a sua capilaridade e proximidade" e "continuando a prestar os serviços aos cidadãos de modo economicamente eficiente e sustentável", sublinhou a entidade.

Isto, destacam os CTT, permitiu "reduzir a base de custos fixos da empresa, ajustando-a às quebras de volumes e aumentando a sua flexibilidade, sem degradar a proximidade às populações, nem a qualidade de serviço".

No final de setembro, os CTT dispunham de 2.520 lojas, sendo 624 lojas próprias e 1.896 lojas em parcerias (postos de correio). Tinham ainda 304 centros de distribuição postal e operavam 3.019 veículos.

Nos dados hoje apresentados pelos correios sobre a sua rede de atendimento não consta a informação acerca do número de lojas que a empresa tinha em setembro de 2012, pelo que não é possível fazer uma comparação.

A empresa pública vai ser privatizada até ao final do ano e, a par do processo de reestruturação, esta operação tem concentrado boa parte das energias da administração liderada por Francisco Lacerda.

"Os primeiros nove meses foram um período de atividade muito intensa, com a acelerada e empenhada execução do programa de transformação (obtendo um grau de concretização acima do projetado para este período) e com a intensificação do processo de privatização em junho, após a seleção dos assessores financeiros e jurídicos" que vão conduzir a empresa para a estreia na bolsa em dezembro - data apontada pelo Executivo de Passos Coelho.

No comunicado, é possível observar que os CTT "formalizaram o pedido de licença ao Banco de Portugal no dia 05 de agosto" para criarem um banco postal.

"Este projeto, que vai ao encontro do verificado na generalidade dos operadores postais europeus e constitui uma antiga ambição da empresa, identifica e quantifica uma oportunidade de mercado, que, a ser autorizado, representará uma opção dos CTT após a sua privatização", realçou a empresa.

E reforçou: "O Estado português manifestou a sua vontade de incorporar na privatização dos CTT a oportunidade de criação de um banco postal".

Segundo os CTT, "esta opção será avaliada no âmbito das iniciativas previstas para a expansão dos serviços financeiros nos CTT, sendo que existem produtos que podem ser oferecidos pelos CTT sem a necessidade de criar o banco, como é o caso da atividade de intermediação de crédito ao consumo/cartões de crédito".


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