Em comunicado, a secção não profissional do CD da FPF revelou julgar totalmente procedente a acusação e, em consequência, aplicar o artigo 160.º do Regulamento Disciplinar (RD), “por uma vez e a título doloso (…) aplicando-lhe, em consequência, a sanção de suspensão por 30 dias e, acessoriamente, a sanção de multa que se fixa em 2,5 UC [unidade de conta], ou seja, 255 euros”.
Ronaldo incorria numa suspensão entre um e seis meses e uma multa, por ter abandonado a seleção portuguesa, em 30 de setembro.
“O jogador que, regularmente convocado, abandone ou não compareça injustificadamente a treino, jogo ou atividade das seleções nacionais ou relacionada com a representação desportiva da FPF ou de Portugal, é sancionado com suspensão de um a seis meses e, acessoriamente e se for jogador profissional, com multa entre 5 e 10 UC [entre cerca de 500 e 1.000 euros, sendo 102 euros por unidade de conta]”, lê-se no respetivo regulamento.
No dia 30 de setembro, o capitão da equipa das ‘quinas’ e avançado dos sauditas do Al Nassr, de 41 anos, deixou o estágio da seleção, que preparava os jogos do Grupo A4 da Liga das Nações frente à Dinamarca e à Noruega, no domingo, depois dos triunfos frente ao País de Gales (1-0) e à formação norueguesa (2-1).
Cristiano Ronaldo é o recordista de jogos (com 234) e golos pela seleção portuguesa (146), tendo capitaneado a equipa das ‘quinas’ nos triunfos no Campeonato da Europa de 2016 e nas edições de 2019 e 2025 da Liga das Nações.
Já com a vitória no grupo e a presença nos quartos de final asseguradas, a seleção portuguesa volta a jogar em 14 e 17 de novembro, frente à Dinamarca, em Braga, e ao País de Gales, em Cardiff, nos últimos dois jogos do agrupamento.
Após este incidente, o presidente da FPF, Pedro Proença, assegurou, no passado dia 10 de outubro, que todas as partes querem Ronaldo na seleção, em novembro, fazendo depender esse regresso do castigo hoje conhecido.
“Todos, sem exceção, queremos estar juntos novamente em novembro”, afirmou o antigo árbitro, à margem da inauguração da segunda fase do Centro de Formação da Associação de Futebol do Porto.
Esta declaração de Proença ocorreu quatro dias depois de Ronaldo ter assumido, numa mensagem escrita, a responsabilidade pelo abandono do estágio da seleção, na qual, apesar de pedir desculpa aos adeptos e companheiros, defendeu que o seu ato devia ser punido de forma exemplar.
“Entendo que a punição não deve ter atenuantes. Não sou um jogador qualquer, sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante. Já pedi desculpa, mas sei que as atitudes têm de ter consequências. Quem está no futebol como estou, sabe que, independentemente do estatuto de cada um, as regras são iguais para todos", vincou Ronaldo.
