Crise global foi resultado de "jogo perigoso"

Crise global foi resultado de "jogo perigoso"

 

Lusa/AO Online   Economia   15 de Dez de 2009, 08:20

A crise global foi resultado de um “jogo perigoso” entre instituições financeiras, onde foram marcadas “grandes penalidades”, afirmou segunda-feira, em São Paulo, o ministro das Finanças de Portugal.

Fernando Teixeira dos Santos disse que a crise financeira global “parece estar a desanuviar-se” e que os bancos estão “pouco a pouco a retomar o controlo do jogo”.

“Todos ansiamos um desempenho que se traduza na marcação de golos e que o desempenho das nossas equipas (países) comece a melhorar. Temos que restabelecer a confiança e a autoestima de nossos adeptos (cidadãos)”, salientou.

O ministro participou num jantar que serviu para comemorar os 97 anos da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, que homenageou o seleccionador Luiz Felipe Scolari e o presidente da CGD, Fernando Faria de Oliveira.

Teixeira dos Santos aproveitou a presença dos dois homenageados para dizer que a crise global mostrou que mistura entre futebol e finanças “não é tão estranha quanto parece”.

“Em primeiro lugar houve jogo perigoso. O desempenho dos clubes, dos países, ressentiu-se e os adeptos (a população desses países) tem sofrido com o jogo perigoso que foi jogado”, comparou.

“Scolari mostrou-nos como conquistar a confiança dos adeptos. Nós (responsáveis pela governação) temos que saber a mesma arte, o que queremos é que a nossa equipa ganhe e que marque muitos golos”, disse.

Na cerimónia, o presidente de Portugal, Cavaco Silva, através de uma mensagem gravada, saudou a “credencial de confiança” de uma instituição “quase centenária”, como a Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil.

O presidente do Brasil, Lula da Silva, que chegou a confirmar presença no jantar, acabou por não comparecer porque teve de antecipar sua viagem a Copenhaga para participar da Cimeira das Nações Unidas sobre o Clima.

O mandatário foi representado pelo senador Aloísio Mercadante, do Partido dos Trabalhadores, que sublinhou o “papel decisivo” da Câmara Portuguesa na aproximação entre os dois países.

“O Brasil vive um momento especial da sua história, o seu reconhecimento internacional vai além do Mundial (de 2014) e dos Jogos Olímpicos (de 2016), deixa de ser um país do futuro, não é mais um problema, é parte da solução”, disse o parlamentar.


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