3 anos de Governo

Costa considera que Tancos e incêndios de 2017 foram os momentos mais difíceis

Costa considera que Tancos e incêndios de 2017 foram os momentos mais difíceis

 

Lusa/Ao online   Nacional   24 de Nov de 2018, 11:54

 O primeiro-ministro considerou esta sexta feira que o roubo de armamento na base militar de Tancos e as tragédias dos incêndios em junho e em outubro de 2017 foram os momentos mais difíceis dos três anos do Governo.

António Costa apontou estes dois momentos numa conferência de imprensa destinada a fazer o balanço dos três anos do executivo, no Porto, depois de instado a apontar os três piores casos do Governo.

"Destes três anos, vivemos a tragédia dos incêndios de 17 de junho e de 15 de outubro [de 2017], foram momentos dramáticos para a vida do país e, seguramente, não desaparecerão da memória de ninguém e, em particular, da minha até ao fim da minha vida", começou por respondeu o primeiro-ministro.

O segundo momento "de maior perplexidade e que se aguarda um esclarecimento cabal", de acordo com o primeiro-ministro, "foi o facto de ter havido desaparecimento de material de guerra numa unidade militar".

"Esses são, seguramente, os momentos mais negativos destes três anos", acentuou.

Questionado se Mário Centeno poderá continuar na pasta das Finanças após as próximas eleições legislativas, António Costa respondeu que, sobre a composição do futuro Governo, "a seu tempo se verá".

"Não tenho a menor das dúvidas que Mário Centeno é bom ministro das Finanças neste Governo ou em qualquer outro Governo que tenha este programa para executar", alegou.

A seguir, o primeiro-ministro ensaiou um cenário de bipolarização nas próximas eleições legislativas, dizendo que "a seu tempo os portugueses dirão se querem um Governo liderado pelo PS ou pelo PSD".

Na conferência de imprensa, António Costa recusou-se a comentar as sondagens que dão o PS na frente, reiterou a tese de que "as maiorias absolutas não se pedem, antes, merecem-se" e não comentou a criação do novo partido "Aliança", do antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, nem de outras forças políticas que surjam de dissidências do PSD.



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