Irão

Costa alerta que população iraniana seria principal vítima de escalada militar

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, alertou que a população iraniana seria a “principal vítima” de uma escalada militar, pedindo uma solução diplomática e o restabelecimento da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz



“Qualquer ataque a infraestruturas civis, nomeadamente instalações energéticas, é ilegal e inaceitável – isto aplica-se à guerra da Rússia na Ucrânia e aplica-se em qualquer parte do mundo. A população civil iraniana é a principal vítima do regime iraniano e seria também a principal vítima de um alargamento da campanha militar”, escreveu António Costa numa publicação na rede social X.

Numa altura em que se assinalam cinco semanas de guerra no Médio Oriente causada pela intervenção militar de Israel e Estados Unidos no Irão, o antigo primeiro-ministro português disse ser “claro que apenas uma solução diplomática resolverá as suas causas profundas”.

“A escalada não conduzirá a um cessar-fogo nem à paz. Apenas as negociações o farão, nomeadamente os esforços em curso liderados por parceiros regionais”, assinalou António Costa.

Sem mencionar as recentes ameaças norte-americanas, o presidente do Conselho Europeu recordou a sua recente chamada com o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, apontando que “a União Europeia insta o Irão a pôr imediatamente termo aos seus ataques contra países da região e a permitir o restabelecimento da plena liberdade de navegação através do Estreito de Ormuz”.

A guerra no Irão, iniciada a 28 de fevereiro de 2026, teve origem na ofensiva militar lançada por Israel com o apoio dos Estados Unidos.

Os bombardeamentos sobre território iraniano, justificados por Telavive e Washington como ataques preventivos contra alvos militares e nucleares, provocaram uma resposta imediata de Teerão e abriram caminho para receios de um conflito regional de grande dimensão.

No domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump fez ameaças duras ao Irão sobretudo em relação ao Estreito de Ormuz, exigindo que Teerão o “reabra imediatamente”.

Trump avisou que, caso isso não aconteça, Washington poderá atacar centrais elétricas, pontes e outras infraestruturas estratégicas iranianas já nos próximos dias, prometendo um “inferno” caso Teerão não ceda.


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