Consultas de menores aumentam nos Açores mas 11,8% não têm médico de família

Consultas de menores aumentam nos Açores mas 11,8% não têm médico de família

 

Lusa/AO Online   Regional   5 de Dez de 2018, 16:20

O secretário regional da Saúde dos Açores, Rui Luís, adiantou, esta quarta-feira, que as consultas de medicina infantil têm aumentado na região, apesar de 11,8% dos menores não terem médico de família atribuído.

“As consultas na área da medicina infantil têm aumentado. Desde 2014 para 2017 aumentaram 50%”, salientou, em declarações aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, questionado sobre dados do relatório “Gerações Mais Saudáveis”, divulgados pela agência Lusa e que colocam os Açores como a terceira região do país com mais crianças e jovens sem médico de família.

Segundo o relatório do Conselho Nacional de Saúde, mais de dois anos depois de estar em vigor a legislação que estabelece que nenhuma criança deve ficar privada de médico de família, mais de 150 mil menores em Portugal estão nesta situação.

Só em Lisboa existem quase 110 mil crianças e jovens sem médico de família, o que corresponde a 16%, registando-se a maior percentagem na Madeira (40%) e a terceira maior nos Açores (11,8%).

Confrontado com estes dados, o secretário regional da Saúde disse que o executivo açoriano estima alcançar a cobertura total de médicos de família “nos próximos anos”, dando “prioridade” a crianças e jovens.

“Nós estimamos que faltem 27 médicos de família para garantir a todos os açorianos essa cobertura. Temos neste momento 43 médicos internos aqui nos Açores em formação, o que nos dá uma segurança de que, mesmo com toda a componente das reformas, conseguiremos cobrir muito em breve este desiderato que é garantir médico de família a todos os açorianos”, apontou.

Atualmente, existem cerca de 50 mil açorianos sem médico de família, nos concelhos de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Praia da Vitória.

No entanto, segundo Rui Luís, nos últimos concursos para médicos de família foram preenchidas todas as vagas.

“Abrimos mais vagas do que internos e todos ficaram. É um bom sinal. Estamos a garantir que os que se formam estão a ficar, mas, como abrimos um maior número de vagas e elas foram completas, também estamos a atrair jovens médicos que estão em formação noutras partes do país a virem para os Açores”, frisou.

O governante realçou, por outro lado, que as crianças e jovens são acompanhadas nos centros de saúde, mesmo sem terem médico de família, acrescentando que o executivo açoriano vai reforçar a saúde escolar.

“Vamos abranger cerca de mais 3.000 jovens com a componente da saúde escolar, no qual está incluído um exame global de saúde que é feito com médicos de família, independentemente de as crianças terem ou não médico de família”, salientou, referindo que a medida vai abranger nos próximos dois anos as escolas profissionais.



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