Açoriano Oriental
Conselho de Ilha do Faial dividido sobre Plano de Investimentos do Governo para 2024

O Conselho de Ilha do Faial reuniu-se hoje, na cidade da Horta, para emitir parecer sobre a anteproposta de Plano de Investimentos do Governo dos Açores para 2024, mas terminou o encontro sem concluir se era a favor ou contra o documento.

Conselho de Ilha do Faial dividido sobre Plano de Investimentos do Governo para 2024

Autor: Lusa

“Sai daqui uma posição de força do Conselho de Ilha, que se manifesta, mais uma vez, por tentar chegar a uma opinião unânime, elencando aqueles aspetos que entende serem mais positivos para a ilha do Faial, e deixando o alerta para aqueles investimentos que não constam da anteproposta de Plano”, referiu Teresa Ribeiro, presidente do Conselho de Ilha do Faial, em declarações aos jornalistas no final da reunião, sem especificar, no entanto, se o parecer é positivo ou negativo.

Segundo explicou, alguns dos conselheiros vão agora voltar a reunir-se para elaborarem um parecer final a enviar ao Governo de coligação (PSD, CDS-PP e PPM), até ao dia 20 de outubro, a data-limite para que os conselhos de ilha dos Açores emitam o seu parecer sobre os documentos, que vão ser discutidos e votados no parlamento no final de novembro.

A anteproposta de Plano de Investimentos para 2024, no valor global de 733,7 milhões de euros, contempla uma verba de cerca de 77 milhões de euros para a ilha do Faial, mais 28 milhões do que no Plano de 2023, situação que mereceu o elogio dos conselheiros, mas alguns lembraram que as anteriores execuções do Governo “foram muito baixas”.

“Efetivamente, mais do que inscrever verbas no orçamento, é importante que elas se concretizem”, advertiu Teresa Ribeiro, eleita pelo PSD, dando voz também às críticas feitas pelos conselheiros eleitos pelo PS, que duvidam da capacidade de execução do executivo liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, afirmando mesmo que os documentos “têm pouca credibilidade”.

Da anteproposta de Plano para 2024, no que diz respeito à ilha do Faial, o destaque vai para a construção do centro de investigação oceanográfico Tecnopolo-Martec, que irá custar 23 milhões de euros, e a segunda fase da variante à cidade da Horta, para a qual estão reservados 15 milhões de euros.

“Em sentido contrário, não encontramos verbas no plano para o reordenamento do porto da Horta”, advertiu Teresa Ribeiro, adiantando que o Conselho de Ilha do Faial vai solicitar uma reunião com o Governo, para alertar para a necessidade de o executivo não abandonar o investimento previsto para aquela infraestrutura portuária.

A anteproposta de Plano de Investimento do executivo açoriano para 2024, o último ano da legislatura, contempla uma verba de 733,7 milhões de euros, mais 90 milhões do que no corrente ano, um crescimento conseguido à custa do aumento de receitas fiscais e de transferências do Orçamento de Estado e da União Europeia.


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