Congresso traz especialistas para discutir como melhorar a vida educativa dos alunos

A segunda edição do Congresso Insular “Olhar o Futuro: Inovar na Intervenção Pedagógica”, organizada pela Olhar Poente, realiza-se nos dias 16 e 17 de outubro, no auditório do Ramo Grande, concelho da Praia da Vitória



Como trazer a inovação para a sala de aula e, fim último, melhorar a aprendizagem dos alunos, todos os alunos? É a essa pergunta que a segunda edição do Congresso Insular “Olhar o Futuro: Inovar na Intervenção Pedagógica” pretende dar pistas para as respostas.

Nos dias 16 e 17 de outubro, as portas do auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória, vão abrir-se para dois dias onde a educação estará no centro da discussão. Organizado pela IPSS Olhar Poente - Associação Desenvolvimento, tem o Alto Patrocínio do Presidente da República e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

“A ideia é mostrar diferentes perspetivas e trazer para a discussão como podemos trabalhar nas nossas escolas com as nossas crianças e jovens, procurar soluções, discutir os problemas que temos”, explica, em declarações ao Açoriano Oriental, a presidente da Olhar Poente, Sandra Serpa.

Para a responsável, “é através desta discussão, de abrir o leque e ouvir outras coisas diferentes para além das que já conhecemos, que podemos melhorar as nossas práticas e replicá-las, trazer à comunidade melhores dinâmicas para melhorar o ensino”.

O evento terá três grandes temas: Diversidade Pedagógica, transversalidade das Ciências Experimentais, e Envolver para Incluir. Temas “de extrema importância”, considera Sandra Serpa, “por causa da inovação que devemos ter nas nossas escolas e que fica um pouco aquém do esperado”.

“Vamos abordar a diversidade pedagógica, que é algo que nos preocupa, pois na realidade social açoriana - e também na nacional - mantemos a filosofia do ensino tradicional. E é algo que, na Olhar Poente, achamos que deve ser mudado um pouco”.

Um ensino tradicional que “deve continuar a existir”, reconhece Sandra Serpa, mas complementado com “outras pedagogias e metodologias inovadoras, que podem potenciar o jovem”, com o foco na melhoria do seu desempenho escolar.

Entre os modelos que divergem do ensino tradicional e que vão ser apresentados contam-se o HighScope, cuja abordagem na escola Raiz será trazida por Margarida Rodrigues; a escola na Floresta, de Margarida Pedrosa, ou a pedagogia Waldorf, na escola municipal brasileira Cecília Meireles, pelas especialistas Juliana Nogueira e Leiriane Sanches, entre outros.

Segue-se a aposta nas Ciências Experimentais, “pois é através da prática e da experimentação que os jovens aprendem”. O papel das Ciências Experimentais na educação das crianças vai trazer até ao auditório cientistas, como Cláudio Gomes, que falará sobre o tema “O erro como parte do processo de aprendizagem”; e João Miranda, do Colégio do Castanheiro, sobre “Sentir os saberes e colher aprendizagens”, entre outros.

O tema da inclusão no ensino fica para o segundo dia do congresso, pois a presidente do Olhar Poente entende que se trata de algo que “é debatido há anos”, mas “acabamos por andar muito à roda e não chegamos à conclusão sobre o que deve ser feito numa sala de aula, numa escola, como integrar realmente estes alunos”.

Uma integração de crianças e jovens que necessitem de medidas de acompanhamento à aprendizagem, mas também de alunos estrangeiros, que, com o crescimento da imigração para os Açores, é um assunto que Sandra Serpa entende ser importante debater.

Oradores como Filomena Pereira (“Ou é Inclusiva ou não é Educação”), Luís Águeda (Desafios partilhados - estratégias de aproximação e de mobilização de jovens, família, escola e comunidade”), Leoter Viegas (“Perspetivas e estratégias da integração nos Açores”) são alguns dos que vão ser chamados a dar a sua visão.

O congresso terminará com um discurso do especialista Carlos Neto, sobre o tema “Importância do brincar e do jogo no desenvolvimento da criança”.

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