Chega/Açores suscita debate de urgência sobre estado da Educação na região

O grupo parlamentar do Chega vai suscitar um debate de urgência, na próxima sessão plenária da Assembleia Legislativa dos Açores, sobre o estado da Educação na região



Em vésperas do arranque das aulas nos Açores, os deputados do Chega alertam para questões que têm sido “sucessivamente denunciadas”, sem que tenham sido “apresentadas soluções estruturais”.

“Os mesmos problemas repetem-se todos os anos e quem acaba prejudicado são os alunos, os professores e as famílias. O Governo Regional tem de deixar de apagar fogos e começar a planear. A Educação é um setor fundamental para o desenvolvimento dos Açores e, para isso, é preciso estratégia e planeamento. Não andar à deriva a ver qual a escola que está pior para se colocar um penso rápido em vez de se resolverem problemas de fundo”, afirmou a deputada Olivéria Santos, citada em comunicado.

Segundo a parlamentar do Chega, “praticamente todas as escolas” dos Açores “apresentam algum estado de degradação” e algumas estão “muito debilitadas em termos estruturais, por sucessiva falta manutenção”.

“Há escolas que há anos se debatem com problemas nas suas instalações, que requerem manutenção, mas que não têm verba para tal nem o Governo Regional as realiza. Estes problemas são recorrentes e o Chega tem vindo a alertar para estas situações que, ano após ano, continuam sem ser resolvidas”, vincou.

Olivéria Santos alertou ainda para a falta de assistentes operacionais e para a colocação tardia de professores, que deixa os alunos sem as primeiras aulas.

“Não podemos ter professores e assistentes operacionais a faltar, alguns com baixas médicas, deixando escolas a funcionar no limite, sobrecarregando quem está ao serviço e prejudicando diretamente os alunos”, acrescentou.

Segundo a secretária regional da Educação, Cultura e Desporto dos Açores, Sofia Ribeiro, o ano letivo arrancou na região, no dia 01 de setembro, com 30.866 alunos e com 98% dos docentes colocados.

"Na primeira fase de colocação centralizada ficaram por preencher 121 vagas, agora lançadas na Bolsa de Emprego Público. Contudo, ficaram também por colocar 154 docentes. Ou seja, estes 154 docentes não se candidataram a estas vagas. Se o tivessem feito, o número de vagas desertas seria muito inferior ou praticamente inexistente”, adiantou a titular da pasta da Educação, numa conferência de imprensa, no dia 01 de setembro.

O plenário de setembro da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores decorre de 15 a 18 de setembro, na Horta, na ilha do Faial.


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