Carlos César recebeu das mãos do recandidato a secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, a sua moção global de estratégia e três mil assinaturas que subscrevem a recandidatura, começando com uma palavra de agradecimento ao líder socialista “pelo seu trabalho e pela sua coragem”.
“Que fez com que hoje seja uma personalidade referencial, um motivo de segurança no PS, um motivo de confiança no futuro. Neste seu mandato, que se iniciou em circunstâncias muito especiais, e de alguma fragilidade do PS, José Luís Carneiro demonstrou não só sensatez, como competência, como capacidade agregadora e como esperança para um futuro mais interventivo e mais influente do PS na sociedade portuguesa”, elogiou.
O facto de se tratar de um “candidato único” porque nenhum outro se apresentou, para o presidente do PS, “só tem um significado possível e inteligível” que é “de reconhecimento da qualidade da liderança atual do partido”.
“Mas incumbirá certamente ao secretário-geral, concretizada a sua eleição, protagonizar esse tempo de futuro com maior esperança e com maior confiança para todos os socialistas portugueses”, disse.
Apesar dos “momentos difíceis”, César mostrou-se confiante que o PS “não só está a ser, como sê-lo-á com maior vigor no futuro, uma referência essencial da estabilidade política, da interlocução política e da participação dos portugueses na política”, algo que considera ser “fundamental que seja protagonizado por partidos democráticos”.
Quando usou da palavra a seguir, Carneiro devolveu os agradecimentos.
“Gostaria, em nome dos proponentes da candidatura, perto de 3 mil proponentes de todo o país, de todas as regiões, deixar ficar este testemunho de gratidão ao Presidente do partido, que foi a salvaguarda e a garantia do bom funcionamento institucional, mesmo nos momentos mais difíceis porque passámos quando, há seis meses, assumi responsabilidades de uma liderança intercalar”, enfatizou.
Para o recandidato à liderança do PS, estes seis meses de liderança permitiram “recolocar o PS, de novo, com uma das mais importantes garantia das liberdades, dos direitos fundamentais de todas e de todos os cidadãos”.
Assumindo um “compromisso com o futuro”, Carneiro elencou as bases fundamentais na qual assenta a sua moção, desde logo a “garantia de que o partido se rejuvenesce, se moderniza, e é ele próprio uma fonte de modernização da sociedade e do Estado”.
“Em segundo lugar, uma ideia muito clara sobre uma economia que cresce, que cria riqueza, e que é simultaneamente justa na distribuição dos recursos e da riqueza do país. Em terceiro lugar, uma abordagem às políticas sociais com cariz progressista, capaz de modernizar as funções sociais do Estado e capaz de garantir a sustentabilidade dessas mesmas funções em termos do futuro”, elencou, defendendo ainda “um Estado mais capacitado nas suas funções críticas de soberania e de segurança interna e de prestígio na ordem internacional”.
No texto da moção, o recandidato à liderança do PS reiterou uma ideia que tem defendido nas suas intervenções de que “só o PS é alternativa à atual governação da AD”, acusando o executivo de Luís Montenegro de insensibilidade, impreparação e incompetência e de estar cada vez mais “submisso e refém da extrema-direita”.
“Liderando uma oposição responsável e propositiva, o PS procura convergências nas áreas de soberania: política externa, europeia e de defesa nacional; justiça e administração interna, desafiando o Governo a resistir ao ‘canto da sereia’ da extrema-direita e a não se desviar da matriz do Portugal atlantista e europeísta, constituído em sociedade aberta, livre, democrática e pluralista”, lembrou.
