"Há sempre riscos, claro. Enquanto eu não tiver as provas todas corrigidas, claro que há riscos", disse Fernando Alexandre, em declarações aos jornalistas à margem do Encontro Ciência e Inovação 2026, que está a decorrer no Centro de Congressos de Lisboa.
As notas das mais de 300 mil provas realizadas pelos alunos dos 11.º e 12º anos deverão ser afixadas na sexta-feira, mas, na véspera do prazo, faltam ainda corrigir 0,7% das respostas.
Questionado sobre o cumprimento do prazo, Fernando Alexandre disse estarem reunidas as condições para que isso aconteça, mas não garantiu a publicação dos resultados se ainda houver exames por classificar.
"Reunimos todas as condições tecnológicas, está tudo preparado e durante a tarde poderão começar a ser enviadas para as escolas as provas que estão fechadas, para as poderem publicar amanhã, mas, obviamente, temos que fechar todas as provas", respondeu.
Perante a insistência dos jornalistas, o governante manifestou-se “convicto” de que a classificação dos exames estará finalizada até ao final do dia, mas ressalvou que a prioridade do seu Ministério é garantir que “as notas serão publicadas com todo o rigor, com toda a transparência e com todos os instrumentos de verificação”.
“Faltam décimas para corrigir e o sistema educativo, como um todo, tem que ter capacidade de resposta”, afirmou, apelando à “compreensão e esforço” dos professores na reta final deste processo em que “todas as horas são decisivas”.
O prazo para concluir a classificação dos exames nacionais do ensino secundário terminou na quarta-feira, depois de adiado por duas vezes devido aos problemas com o modelo de classificação digital.
Segundo o ministro da Educação, Ciência e Inovação, estão classificados 99,3 dos itens, mas as principais dificuldades mantêm-se às disciplinas de Português e Matemática.
Fernando Alexandre justificou o atraso com a dificuldade em recrutar professores para classificar os exames nacionais de algumas disciplinas, relatada à tutela pelo Júri Nacional de Exames, e apelou, por isso, à disponibilidade dos docentes.
Antecipando a 2.ª fase dos exames nacionais, adiada para entre 21 e 24 de julho, o ministro adiantou que será novamente implementado o modelo de classificação digital, uma vez que “todos os problemas tecnológicos foram corrigidos”.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário estão a ser avaliados em formato digital, mas o processo tem registado falhas técnicas desde o início e, devido aos constrangimentos, o MECI já tinha adiado, em quatro dias, os prazos inicialmente previstos.
As classificações dos mais de 300 mil exames realizados pelos alunos dos 11.º e 12.º anos deveriam ficar concluídas na terça-feira, para que as pautas fossem afixadas na sexta-feira, mas o ministério decidiu dar mais um dia aos professores para terminar o trabalho.
