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CDU quer investimento no porto da Horta e no mar dos Açores

A CDU quer investir no porto da Horta e no mar dos Açores, afirmou o coordenador regional comunista, que, no Faial, disse estar “disponível para assumir todas as responsabilidades” que os faialenses derem ao partido.

CDU quer investimento no porto da Horta e no mar dos Açores

Autor: Lusa/AO Online

Em declarações por telefone à agência Lusa, depois de uma ação de campanha na cidade da Horta, ilha do Faial, Marco Varela destacou a necessidade de se fazer “um investimento que potencia o porto e a cidade da Horta”.

O coordenador regional do Partido Comunista lembrou que o partido apresentou, em sede de Plano e Orçamento, a proposta de comprar um ‘travel lift’ (uma grua para embarcações) para aquele porto, “com outra capacidade, que permitisse varar um conjunto de atos durante o inverno”.

Para a CDU, coligação que junta o PCP e Os Verdes, é preciso olhar para o mar dos Açores “e o potencial que ele tem”, tendo Marco Varela defendido “a necessidade de haver uma clara aposta, nomeadamente, em termos de investigação científica”.

“Para isso, é necessária a aquisição, como temos defendido desde há longos anos, de um novo navio de investigação para substituir o Arquipélago”, concretizou.

O também cabeça-de-lista da CDU pelos círculos do Corvo e de compensação esteve hoje numa ação de campanha, na qual contactou com a população, com comerciantes e pescadores da cidade da Horta.

À Lusa, adiantou que a principal mensagem que lhe foi transmitida pela população, “e transmitida por várias pessoas, foi a necessidade de mudança, a necessidade de criar as condições para o desenvolvimento do Faial”.

Ao apelo, respondeu positivamente: “Nós transmitimos que é necessária essa mudança e que estamos disponíveis para assumir todas as responsabilidades que os faialenses nos queiram dar, nomeadamente, termos um deputado da CDU pelo Faial”, rematou.

Com 13.019 eleitores inscritos para estas eleições, o Faial elege quatro deputados para o hemiciclo açoriano, que, nas últimas eleições, foram dois do PS e dois do PSD.

A campanha eleitoral arrancou este domingo e decorre até 23 de outubro, estando o sufrágio marcado para o dia 25.

Nas eleições regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove ilhas (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa Maria, Flores e Corvo) e um círculo regional de compensação, reunindo os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

A CDU concorre por todos os círculos.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Em toda a região, estão inscritos para votar 228.572 eleitores.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.


 
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