O Likud, o partido de Benjamin Netanyahu, somou nas últimas horas mais um mandato, passando para 27, mas o ultraortodoxo Shas perdeu um, pelo que o bloco da coligação no poder mantém o resultado apurado anteriormente.
Os dados publicados pela CEC referiam-se a 5,5 milhões de boletins apurados, quando já começou o escrutínio dos votos dos eleitores que votam à distância dentro do território israelita, segundo a agência espanhola EFE.
Os resultados com 97% escrutinados atribuem 20,6% dos votos ao Likud, 16,1% ao Yashar!, partido opositor liderado pelo general Gadi Eisenkot, e 9,2% ao Juntos, dos antigos primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid.
Segundo os cálculos feitos pelos órgãos de comunicação social israelitas, de acordo com esta atualização, o Likud sobe um mandato e o Shas desce um.
Os restantes partidos mantêm-se iguais.
Assim, a atual coligação governamental, liderada por Netanyahu, e o bloco opositor, encabeçado por Eisenkot, continuam sem alcançar a maioria de 61 deputados para governar, o que os faz depender de coligações para formar governo.
Os resultados já apurados atribuem 19 lugares aos partidos árabes, mais 10 dos que têm atualmente, que já anunciaram que não vão viabilizar um executivo de Netanyahu.
Em termos nomeais, o Likud situa-se tem 27 assentos, sendo o mais votado, enquanto o Yashar!, de Eisenkot, se posiciona nos 21.
No bloco de Netanyahu, há sete mandatos para o Judaísmo Unido da Torá (ultraortodoxo asquenaze), sete para o Poder Judeu, seis para o Shas (ultraortodoxo sefardita) e seis para o Sionismo Religioso.
Os ministros ultranacionalistas Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich lideram o Poder Judeu e o Sionismo Religioso, respetivamente.
O bloco opositor soma aos assentos de Eisenkot 12 do Juntos, o partido de Naftali Bennett e Yair Lapid, oito do partido Os Democratas e sete do Israel Beitenu.
Os partidos árabes, que canalizam maioritariamente os votos dos palestinianos com cidadania israelita, são os únicos excluídos destes blocos, inclusive por formações da oposição.
A esquerdista Lista Conjunta soma 11 lugares e o islamista Ra'am oito, um resultado histórico.
