Banca

BE considera "uma trapalhada" posição do PS sobre comissão de inquérito no caso BPN

BE considera "uma trapalhada" posição do PS sobre comissão de inquérito no caso BPN

 

Lusa/AO online   Nacional   23 de Nov de 2008, 14:25

O Bloco de Esquerda (BE) considerou hoje "uma trapalhada" a posição do PS, que sábado aceitou a comissão de inquérito sobre o caso BPN depois de ter negado a audição no Parlamento de ex-responsáveis do banco.
"Registamos com surpresa o 'volte-face' absoluto do PS. Não queria ouvir ninguém a não ser o procurador-geral da República, que é a única pessoa que não pode falar sobre nada, porque conduz a investigação. Não quis ouvir Dias Loureiro, agora terá de o ouvir na comissão de inquérito. É uma trapalhada", afirmou à Lusa Francisco Louçã. O PS anunciou sábado que vai viabilizar a criação de uma comissão de inquérito parlamentar ao caso BPN, com o objectivo prioritário do "esclarecimento de toda a verdade", três dias depois de o CDS-PP ter anunciado que iria fazer a proposta.
Para os trabalhos da comissão de inquérito, Louçã deixou, desde já, "dois avisos". 
Por um lado, o coordenador da comissão política do Bloco afirmou que "a investigação tem que deixar claro todo o nível de responsabilidade do Banco de Portugal e de quem não quis saber, fingiu que não sabia ou não actuou". 
"Em segundo lugar, não pense o PSD, o PS ou o CDS que quem cometeu delitos ou crimes ou ocultou a realidade das contas, ou falsificou dados ou comprou bancos clandestinamente ou fez operações ilegais em 'offshores' vai ser poupado".
Porque, argumentou o dirigente e deputado bloquista, "toda a verdade tem que ser sabida sobre estes comportamentos financeiros que são fraudulentos e inaceitáveis e que significam, no caso do BPN, uma perda para o Estado de cerca de mil milhões de euros".
"É o imposto de cada português que está a financiar aquilo que ainda não sabemos quem fez, porquê e quanto ganhou com isso", concluiu.

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