BE apresenta projecto lei para clarificar contratos de crédito bancário

O BE apresentou esta quarta feira um projecto de lei onde exige “mais transparência” na publicidade e nos contratos de crédito bancário, visto que a crise actual demonstra que “muitos cidadãos não têm conhecimento das condições em que assinam os créditos”.


“O Bloco apresentou um projecto para assegurar e garantir a transparência na publicidade e nos contratos a crédito à habitação, ao investimento e ao consumo, muitos cidadãos não tinham conhecimento das condições em que assinavam os seus contratos de crédito”, disse no Parlamento aos jornalistas o deputado bloquista João Semedo.

No documento que vai apresentar no Parlamento, o Bloco salienta que “é frequente a publicidade apenas exibir de forma ostensiva o montante das prestações periódicas sem que os consumidores sejam confrontados de igual modo com as taxas de juro aplicáveis ou sequer com o montante total que teriam de pagar”.

“Em Portugal são cobradas taxas de crédito altíssimas - num estudo da União Europeia, Portugal surge como o país onde o crédito ao consumo tem as mais altas taxas da Europa”, acrescenta o projecto do Bloco.

Para os bloquistas “o crédito é uma matéria altamente sensível e os consumidores deste tipo de serviços merecem uma tutela especial”.

O deputado João Semedo defendeu que é necessária “publicidade mais transparente para que o mercado funcione melhor” e que tudo “fique claro, tanto o valor total como a duração do que está a ser negociado”.

“Há muitas situações em que isto não acontece”, criticou Semedo.

O projecto do Bloco de Esquerda prevê ainda penalizações para as entidades que não cumpram as regras propostas, como a aplicação de coimas.

Os valores das coimas a aplicar aos não cumpridores variam entre os 250 euros e os 50000 euros.

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