BCP nunca pedirá menos de mil milhões de euros


 

Lusa/AOonline   Economia   21 de Nov de 2008, 10:37

O presidente-executivo do Millenium BCP, Carlos Santos Ferreira, afirmou hoje aos jornalistas que a garantia pedida ao Estado pelo banco para recorrer ao financiamento nos mercados internacionais “nunca será inferior” a mil milhões de euros.
“O valor ainda está em aberto, mas nunca será inferior a um bilião, mas isto faz parte do programa de financiamento que tínhamos programado para 2008”, afirmou Santos Ferreira aos jornalistas à margem do Conselho para a Globalização que hoje decorre em Sintra.

    O responsável pelo BCP afirmou que já entregou alguns documentos ao Banco de Portugal, mas que o banco central só poderá dar resposta quando tiver o dossier completo.

    Santos Ferreira afastou completamente a ideia de que o recurso dos bancos ao aval do Estado possa estar relacionado com problemas de liquidez.

    “Está-se a criar uma questão errada. Não penso que nenhum dos bancos tenha problemas de liquidez”, afirmou.

    “O que se passa é que todos os bancos têm programas de contracção de empréstimos a médio e longo prazo e um segundo programa de emissão de papel comercial”, acrescentou.

    O presidente-executivo do BCP explicou que a partir do momento em que os Estados concederam estas garantias, as emissões [obrigacionistas] feitas pelos bancos estão a ser feitas com esse aval.

    “Todos nós estamos a fazer emissões, só que agora temos uma garantia do Estado e quem empresta dinheiro, fá-lo com essa garantia”, concluiu.

    O Millennium BCP , o Banco Espírito Santo (BES) e a Caixa geral de Depósitos (CGD) vão recorrer à garantia do Estado para se financiarem nos mercados internacionais, confirmaram à Lusa fontes oficiais dos três maiores bancos portugueses.

    As garantias estatais facilitam o financiamento dos bancos portugueses nos mercados internacionais, com o Estado a assumir o cumprimento das obrigações assumidas pelas instituições.

   

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