Após construção rodeada de polémica

Ballet revolucionário inaugura Teatro Nacional de Pequim

Ballet revolucionário inaugura Teatro Nacional de Pequim

 

Lusa / AO online   Internacional   26 de Set de 2007, 12:33

O Teatro Nacional da China, cuja arquitectura causou polémica, fez o primeiro espectáculo com um ballet revolucionário exclusivo para os operários da construção e para os residentes expulsos para dar lugar à estrutura, noticiou hoje a imprensa estatal chinesa
Cerca de dois mil trabalhadores da construção civil e os residentes realojados para a construção do controverso teatro assistiram na noite de terça-feira à opera "O Destacamento das Mulheres Vermelhas", num espectáculo de teste antes da inauguração oficial, segundo o jornal Beijing Youth Daily.

O edifício multi-modal, que o arquitecto francês Paul Andreu desenhou em 1998, custou 3 mil milhões de renminbi (300 milhões de euros) e desde cedo esteve envolto em polémica, devido ao arrojo da arquitectura e alegados problemas de segurança.

O Grande Teatro Nacional de Pequim, estrutura ultra-moderna em forma de meio ovo, que se torna completo quando reflectido no lago dos jardins circundantes, tem uma cobertura oval revestida por placas de titânio.

A infra-estrutura, com capacidade para seis mil pessoas, situa-se na avenida Chang'an (Eterna Paz), a principal artéria de Pequim, mesmo ao lado do Grande Palácio do Povo, o parlamento chinês, da Cidade Proibida e da praça Tiananmen.

O teatro tem três salões de enormes proporções - a sala de ópera com 2.416 lugares, a sala de concertos com 2.017 lugares e o teatro com 1.040 lugares.

Os operadores do teatro vão levar a cabo mais de vinte apresentações de sete óperas, peças teatrais e ballets como parte de um programa de testes antes da inauguração formal no final do ano. 

"O Destacamento das Mulheres Vermelhas" era um dos oito espectáculos de palco permitidos durante a Revolução Cultural, entre 1966 a 1976, durante a qual se destruíram inúmeros símbolos e relíquias culturais do país em nome da criação da sociedade sem classes.
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