Uma experiência imersiva que combina música, vídeo, movimento e luz, é o que a 432Hz - Associação Cultural para as Artes e Ciências, apresenta ao público esta sexta-feira com o espetáculo ‘As estrelas também morrem’, pelas 19h00, no Estúdio 13, no âmbito de Ponta Delgada 2026 – Capital Portuguesa da Cultura. Em declarações ao jornal Açoriano Oriental, Tiago de Faria, que escreveu o texto de ‘As estrelas também morrem’, explica que o espetáculo parte de uma curiosidade, da “influência do ciclo da vida de uma estrela na Terra”. Dessa curiosidade, “partiu-se para uma investigação aprofundada sobre o ciclo da vida das estrelas, a forma como a vida foi criada na Terra, e o espetáculo foi-se construído a partir desse interesse”.
É pois, um espetáculo que tem dois lados, “um lado contemplativo, poético, muito forte”, e depois tem “a intenção de ser um mediador do interesse pelo mundo que nos rodeia, sempre com um lado bastante consciencioso da preservação da natureza e ecológico”, adiantou Tiago de Faria.
É um espetáculo que “vai articulando estes eixos todos na sua construção, mas sempre com a preocupação poética, a preocupação de construir algo belo, sem deixar que as outras partes possam pôr isso em perigo”, disse.
‘As estrelas também morrem’ estreou em 2024 no âmbito do POP Festival, no Arquipélago. De lá a esta parte já subiu também ao palco do Atlântida Cine, em Santa Maria (janeiro de 2025) e ao Estúdio 13, também em 2025. Para a exibição de hoje, Mónica Reis, presidente da 432 Hz, diz que existe uma diferença em relação às anteriores exibições, nomeadamente “o Tiago vai estar presente e vai fazer pela primeira vez o espetáculo em tempo real. Portanto, o texto até agora era gravado e desta vez, em vez de sermos três pessoas em palco, seremos quatro”.
Em relação às expectativas para esta noite, para além de esperarem “casa cheia”, como disse Mónica Reis, Tiago de Faria anseia pela sua estreia, afirmando que “para mim vai ser uma espécie de surpresa dupla, ou seja, ver o espetáculo pela primeira vez ao vivo, e ao mesmo tempo conseguir fazer aquilo que gostaria de ter feito desde o princípio, que é fazer o espetáculo ao vivo, interagindo diretamente com a música, com o vídeo, com o movimento e com a dança da Sara Lopes”. Isto porque na estreia em 2024 “não pude estar presente, escrevi o texto, fiz a gravação da voz, também estava envolvido em outras coisas do POP Festival, e logo depois tive de voltar para Lisboa”, explicou Tiago de Faria.
Os dias de ensaio
foram bastantes “intensos, porque as características da Black Box do
Estúdio 13 são muito diferentes, por exemplo, do Arquipélago”, afirmou
Mónica Reis, para acrescentar que “há uma adaptação muito grande porque
esse espetáculo requer uma montagem muito específica, com
características muito específicas e então essa adaptação dá um pouco de
trabalho, mas é interessante ao mesmo tempo, como por exemplo a
luminosidade é zero, quanto mais próximo do público melhor, porque é um
espetáculo imersivo”.
