Conforme
explica a EDA em informação enviada ao Açoriano Oriental, “estes
combustíveis distinguem-se por poderem ser utilizados nas centrais
atuais com adaptações limitadas, o que facilita uma transição gradual”.
A
utilização destes combustíveis alternativos de baixo carbono permitirá à
elétrica açoriana reduzir emissões de dióxido de carbono sem
necessidade imediata de substituição de equipamentos, ao mesmo tempo que
permite “garantir a continuidade operacional das centrais existentes”.
E
permite também uma transição progressiva para soluções totalmente
descarbonizadas, embora a EDA reconheça ser um “aspeto crítico” o facto
de ainda haver a necessidade de desenvolver cadeias logísticas adequadas
para a produção ou fornecimento regular destes novos combustíveis.
E
como estas cadeias logísticas têm a sua origem fora dos Açores, vai ser
necessário assegurar um transporte marítimo especializado, bem como
criar infraestruturas de armazenamento e abastecimento nas várias ilhas.
Por isso, admite a EDA, “a introdução destes combustíveis exige não
só validação técnica, mas também a maturação das cadeias de valor e dos
canais logísticos associados”.
Aposta em combustíveis sintéticos, HVO e biocombustíveis
Paralelamente ao hidrogénio, a EDA está igualmente a avaliar e a testar o
recurso a combustíveis alternativos de baixo carbono compatíveis com os
motores existentes, nomeadamente o Óleo Vegetal Hidrogenado (HVO -
Hydrotreated Vegetable Oil), outros biocombustíveis e combustíveis
sintéticos, incluindo soluções derivadas do hidrogénio.
Autor: Rui Jorge Cabral
