André Ventura, do Chega, não vai à posse do Governo em protesto

André Ventura, do Chega, não vai à posse do Governo em protesto

 

AO Online/ Lusa   Nacional   26 de Out de 2019, 12:06

O Chega anunciou na sexta-feira em comunicado que o seu deputado, André Ventura, não vai hoje marcar presença na tomada de posse do Governo em protesto por não ter podido usar da palavra na primeira sessão da nova legislatura.

Em comunicado enviado pela sua assessoria de imprensa, o Chega refere que apesar de André Ventura “ter demonstrado vontade de fazer uma breve intervenção na sessão de hoje [sexta-feira], resolveu o senhor presidente da Assembleia [da República] não lhe dar o uso da palavra, não lhe permitindo a inscrição para o efeito”.

Para o partido recém-chegado à Assembleia da República (AR) “esta é apenas a primeira das muitas limitações que vêm sendo preparadas para reduzir à mínima expressão a palavra e ação do partido”.

O Chega afirma que “este tipo de limitação está desenhado em grande parte pelo Partido Socialista e pelo presidente da Assembleia Dr. Eduardo Ferro Rodrigues”, pelo que considera “ser sua obrigação fazer saber da sua indignação e insatisfação para com aqueles que pelos cargos que ocupam deveriam ser um exemplo”.

Perante isto, o partido com assento no extremo direito do hemiciclo comunicou ter tomado a decisão de “não se fazer representar” na tomada de posse do Governo.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dá hoje posse ao XXII Governo Constitucional, chefiado pelo socialista António Costa, e composto por mais 19 ministros, e 50 secretários de Estado.

Após a cerimónia de tomada de posse, que decorrerá no Palácio da Ajuda, em Lisboa, o Governo reúne-se em Conselho de Ministros.

Nos primeiros conselhos de ministros após a posse dos governos, a agenda inclui a preparação da apresentação do Programa do Governo na Assembleia da República e a lei orgânica do novo executivo.

Na sequência da vitória eleitoral do PS nas legislativas de 06 de outubro, António Costa foi dois dias depois indigitado primeiro-ministro pelo Presidente da República.

No passado dia 15, António Costa apresentou ao chefe de Estado a lista dos 19 ministros e três secretários de Estado sob sua dependência direta que irão integrar o XXII Governo Constitucional.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro recebeu o assentimento de Marcelo Rebelo de Sousa em relação aos restantes 47 secretários de Estado que farão parte da sua equipa.



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