Almoço das Comemorações do Dia de Portugal juntou cerca de 850 pessoas na Vila de Porto Judeu

Sopas do Espírito Santo, alcatra e arroz doce marcaram o convívio realizado no Pavilhão Multiusos do Porto Judeu, um dos momentos das celebrações que este ano decorreram na Ilha Terceira.



As tradicionais Sopas do Espírito Santo, alcatra e arroz doce foram servidas esta terça-feira a cerca de 850 pessoas no Pavilhão Multiusos do Porto Judeu, em Angra do Heroísmo, num almoço integrado nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano decorreram na Ilha Terceira.

O momento de convívio reuniu representantes institucionais, políticos e convidados, proporcionando um momento de partilha que colocou em destaque algumas das mais emblemáticas tradições gastronómicas açorianas.

Para além da refeição, o encontro foi também uma oportunidade para ouvir as opiniões de autarcas, participantes e responsáveis pela operação de segurança e socorro sobre o significado das comemorações e o impacto da realização do evento na ilha.

Reconhecimento para os Açores
A presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Fátima Amorim, considerou que a escolha da Ilha Terceira para acolher as primeiras comemorações do Dia de Portugal do mandato do Presidente da República, António José Seguro, representa um importante reconhecimento da relevância dos Açores no contexto nacional.

A autarca afirmou sentir uma “emoção muito grande” por ver a data celebrada na ilha, lembrando que este é também um ano simbólico para a região, marcado pelos 50 anos da Autonomia e pelos 50 anos do Poder Local.

“Temos um verde magnífico que nos identifica, por isso é bom que o nosso arquipélago seja reconhecido e visto além fronteiras, em todas as partes do mundo. E este momento que se está a viver hoje aqui na Ilha Terceira e em Angra do Heroísmo está a promover também a nossa ilha e também a fazer com que mais pessoas sintam vontade, de cá estar”, disse.

Referindo-se ao contacto recente com emigrantes açorianos no Luxemburgo, salientou o forte sentimento de ligação à terra que continua a existir entre as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Também a presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Vânia Ferreira, considerou que a realização das comemorações na ilha Terceira constituiu um motivo de orgulho para toda a ilha.

A autarca destacou o reconhecimento demonstrado pelo Presidente da República ao escolher os Açores para assinalar a data, valorizando igualmente a distribuição da programação pelos dois concelhos terceirenses.

Para Vânia Ferreira, esta opção permitiu também evidenciar a importância estratégica da Praia da Vitória, particularmente através da Base das Lajes, e demonstrar o contributo que o concelho pode dar na organização de iniciativas de dimensão nacional.

A voz do povo
Entre os participantes presentes no almoço, Madalena Duarte destacou o simbolismo da data, afirmando que o 10 de Junho representa a história de Portugal e das comunidades portuguesas. Para a jovem, a realização das comemorações nos Açores assume especial importância devido ao papel que o arquipélago desempenha na história do país. Questionada sobre a imagem que gostaria de ver transmitida para quem acompanha os eventos a partir do continente ou do estrangeiro, destacou o carácter acolhedor da população açoriana e a disponibilidade para partilhar tradições e costumes.

Também João Cota considerou que a realização das comemorações na Ilha Terceira representa um motivo de orgulho para os açorianos. Na sua perspetiva, a escolha da ilha para acolher as primeiras celebrações do Dia de Portugal do mandato de António José Seguro contribui para reforçar a visibilidade da região e para valorizar o papel das autonomias.

O participante defendeu ainda que momentos como este ajudam a reforçar a ideia de união entre todos os portugueses, independentemente de viverem no continente, nos Açores ou na Madeira.

Já Hélio Ávila destacou a importância simbólica da escolha da Terceira, considerando que esta assume particular relevância num contexto internacional em que a ilha continua a desempenhar um papel estratégico, nomeadamente através da Base das Lajes.

“Ás vezes ainda pode haver muito a imagem que Portugal acaba quando acaba o continente e acho que isto também é uma forma de demonstrar que, os Açores estão cá, que os Açores são de Portugal”, afirmou.

Operação decorreu sem incidentes
No plano operacional, o coordenador de bombeiros do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, Nuno Henriques, revelou que estiveram envolvidos 42 operacionais durante a cerimónia que decorreu durante o período da manhã.

O dispositivo integrou elementos dos corpos de bombeiros de Angra do Heroísmo, da Praia da Vitória, da Cruz Vermelha Portuguesa e da Direção Regional da Saúde.

Segundo o responsável, toda a operação foi preparada ao longo de várias semanas, em estreita articulação com a Polícia de Segurança Pública, entidade responsável pelo comando global do dispositivo.

Nuno Henriques destacou a qualidade do planeamento efetuado e da coordenação entre as diferentes entidades envolvidas, considerando que esses fatores foram determinantes para o sucesso da operação.

Até ao momento do almoço, não tinha sido necessária qualquer intervenção por parte das equipas médicas ou de socorro destacadas para acompanhar as comemorações.

Almoço servido
Responsável pela organização do almoço, António Pereira mostrou-se satisfeito com o resultado alcançado. Segundo explicou, foram preparadas entre 800 e 850 refeições, num trabalho que envolveu uma vasta equipa e exigiu uma cuidada preparação logística.

No final, o responsável fez uma avaliação positiva da iniciativa, considerando que tudo decorreu de acordo com o previsto e correspondendo às expectativas da organização.

O almoço no Pavilhão Multiusos do Porto Judeu marcou assim um dos momentos de convívio das comemorações do Dia de Portugal na Ilha Terceira, juntando convidados e população em torno de alguns dos sabores mais característicos da gastronomia regional, reforçando a projeção da região num momento de especial significado para o país e para as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.



PUB