Mónica Seidi falava na sessão de abertura da XLI Reunião Anual do Núcleo de Gastrenterologia dos Hospitais Distritais, que decorreu no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, reunindo profissionais de saúde.
Intervindo no evento, a secretária regional da Saúde e Segurança Social salientou a importância de garantir uma resposta assistencial de proximidade, particularmente numa região arquipelágica onde a dispersão geográfica exige soluções adaptadas às necessidades das populações.
Segundo a governante, citada numa nota do Governo açoriano, o modelo de deslocação de médicos especialistas em gastrenterologia às ilhas sem hospital, permite assegurar consultas e exames de especialidade, evitando deslocações desnecessárias dos utentes e contribuindo para uma maior equidade no acesso aos cuidados de saúde.
Em 2025, foram realizadas 23 deslocações de especialistas em gastrenterologia, que permitiram assegurar 1.355 consultas e 2.406 exames.
Já em 2026, foram realizadas 13 deslocações, 828 consultas e 1.311 exames realizados, demonstrando a continuidade desta resposta assistencial, indica ainda o executivo regional (PSD/CDS-PP/PPM).
A secretária regional sublinhou que “este modelo assenta na articulação entre os três hospitais da região e as unidades de saúde de ilha, permitindo rentabilizar os recursos humanos disponíveis e aproximar os cuidados especializados das populações”.
Outro dos temas destacados foi o desenvolvimento de um projeto de microeliminação da hepatite C nos Açores, no âmbito de uma colaboração com a indústria farmacêutica, através do projeto FOCUS.
A iniciativa pretende promover uma abordagem dirigida a populações específicas, reforçando a identificação precoce de casos de infeção por hepatite C e facilitando o encaminhamento dos utentes para avaliação e tratamento adequados, de acordo com a tutela, explica o Governo açoriano.
Mónica Seidi salientou que “a prevenção, o diagnóstico precoce e a intervenção atempada constituem instrumentos fundamentais para melhorar os resultados em saúde, defendendo a importância de estratégias de proximidade que "alcancem populações com maiores dificuldades de acesso aos cuidados de saúde".
