Ambiente

930 quilos de lixo retirados do fundo mar das Berlengas


 

Lusa/AOonline   Nacional   18 de Nov de 2008, 10:53

Mais de 80 mergulhadores retiraram do fundo mar, junto às Berlengas, 930 quilos de lixo na primeira campanha de limpeza subaquática realizada nesta reserva natural que vai candidatar-se, em 2009, à classificação de Reserva da Biosfera pela UNESCO.
A iniciativa da autarquia resultou de uma parceria com o “ProjectMar” e ao qual aderiram cinco centros de mergulho e 83 mergulhadores.

    A acção de limpeza decorreu sábado passado e saldou-se pela “captura” de 930,5 quilos de lixo distribuído por 425 quilos de metal, 260 quilos de resíduos indiferenciados, 209,5 quilos de vidro e 37 quilos de plástico, informou à Lusa a organização.

    Os resíduos de embalagens de plástico, metal e vidro recolhidos foram depositados no local, num ecoponto disponibilizado pela Resioeste (empresa gestora do aterro sanitário da região) e encaminhados para reciclagem através da Sociedade Ponto Verde (entidade responsável em Portugal pela gestão de resíduos de embalagens).

    Os indiferenciados foram recolhidos e encaminhados pela Câmara Municipal de Peniche.

    A acção de limpeza decorreu duas semanas antes da apresentação, em Peniche, do dossier de candidatura da Berlenga a Reserva da Biosfera, galardão internacional atribuído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

    No âmbito desta candidatura a autarquia tem um projecto cujo objectivo é dotar a ilha de capacidades de geração e armazenamento de energia a partir de fontes renováveis (eólica e fotovoltaica), bem como de produção de água potável e tratamento de águas residuais e de resíduos sólidos.

    O projecto esteve em discussão pública até ao final do mês de Outubro e mereceu críticas da Liga para a Protecção da Natureza que acusou os responsáveis de pretendem introduzir uma elevada potencia (produção de energia) que conduzirá a um turismo de massas.

    A associoação “Berlenga – Laboratório de Sustentabilidade”, criada para levar a cabo o projecto e que reúne as empresas e instituições nacionais e internacionais já analisou os contributos da discussão pública mas remete para mais tarde uma reacção oficial, segundo explicou à Lusa o presidente da autarquia, António José Correia.

    A associação reúne entre outros o Centro para a Prevenção da Poluição, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, a EDP – Energias de Portugal, Águas de Portugal, o INETI - Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, a Galp Energia, NASA - National Aeronautics and Space Administration, e a Marinha Portuguesa.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.