Açoriano Oriental
Ambiente
930 quilos de lixo retirados do fundo mar das Berlengas
Mais de 80 mergulhadores retiraram do fundo mar, junto às Berlengas, 930 quilos de lixo na primeira campanha de limpeza subaquática realizada nesta reserva natural que vai candidatar-se, em 2009, à classificação de Reserva da Biosfera pela UNESCO.

Autor: Lusa/AOonline
A iniciativa da autarquia resultou de uma parceria com o “ProjectMar” e ao qual aderiram cinco centros de mergulho e 83 mergulhadores.

    A acção de limpeza decorreu sábado passado e saldou-se pela “captura” de 930,5 quilos de lixo distribuído por 425 quilos de metal, 260 quilos de resíduos indiferenciados, 209,5 quilos de vidro e 37 quilos de plástico, informou à Lusa a organização.

    Os resíduos de embalagens de plástico, metal e vidro recolhidos foram depositados no local, num ecoponto disponibilizado pela Resioeste (empresa gestora do aterro sanitário da região) e encaminhados para reciclagem através da Sociedade Ponto Verde (entidade responsável em Portugal pela gestão de resíduos de embalagens).

    Os indiferenciados foram recolhidos e encaminhados pela Câmara Municipal de Peniche.

    A acção de limpeza decorreu duas semanas antes da apresentação, em Peniche, do dossier de candidatura da Berlenga a Reserva da Biosfera, galardão internacional atribuído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

    No âmbito desta candidatura a autarquia tem um projecto cujo objectivo é dotar a ilha de capacidades de geração e armazenamento de energia a partir de fontes renováveis (eólica e fotovoltaica), bem como de produção de água potável e tratamento de águas residuais e de resíduos sólidos.

    O projecto esteve em discussão pública até ao final do mês de Outubro e mereceu críticas da Liga para a Protecção da Natureza que acusou os responsáveis de pretendem introduzir uma elevada potencia (produção de energia) que conduzirá a um turismo de massas.

    A associoação “Berlenga – Laboratório de Sustentabilidade”, criada para levar a cabo o projecto e que reúne as empresas e instituições nacionais e internacionais já analisou os contributos da discussão pública mas remete para mais tarde uma reacção oficial, segundo explicou à Lusa o presidente da autarquia, António José Correia.

    A associação reúne entre outros o Centro para a Prevenção da Poluição, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, a EDP – Energias de Portugal, Águas de Portugal, o INETI - Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, a Galp Energia, NASA - National Aeronautics and Space Administration, e a Marinha Portuguesa.
 
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