11 detidos em Lisboa na operação "Polvo" da PSP


 

Lusa / AO online   Nacional   5 de Nov de 2007, 21:11

O Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS) da PSP desencadeou no fim-de-semana uma operação de combate ao crime altamente organizado e especialmente violento associado a estabelecimentos de diversão nocturna que terminou com a detenção de 11 pessoas.
Em comunicado, o COMETLIS refere que, no âmbito da operação "Polvo", realizaram-se 30 mandados de busca e apreensão a residências, sete mandados de busca e apreensão a estabelecimentos de diversão nocturna e um a uma pensão.

Onze homens foram detidos, 22 testemunhas estrangeiras inquiridas, identificados 88 cidadãos estrangeiros, dos quais 48 foram notificados para comparecer no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

No decurso da operação, foram ainda apreendidas 19 viaturas, 7 revólveres de vários calibres, várias munições de diferentes calibres e 1 arma eléctrica "Taser".

A PSP apreendeu também 236,22 gramas de cocaína em elevado estado de pureza, 12,98 gramas de haxixe, 179 comprimidos de ecstazy e 30 caixas de esteróides anabolizantes.

    Foram confiscados ainda 22.982 euros, 458 dólares e 40 libras, documentação, computadores e cheques.

Segundo a PSP, "na sequência de várias denúncias e notícias de alguma violência em estabelecimentos de diversão nocturna, iniciou-se uma investigação criminal que incidiu sobre um grupo de pessoas referenciado há vários anos pela prática de crimes de extorsão, lenocínio, tráfico de droga e tráfico de armas".

"Na presente investigação este grupo está indiciado ainda pelo crime de associação criminosa para além dos crimes já mencionados", lê-se no comunicado.

Entre os detidos encontra-se Alfredo Morais, ex-agente da PSP e um dos arguidos do processo "Passerelle", que está a ser julgado em Leira.

Fonte ligada à defesa de Alfredo Morais disse à Lusa que "não foi apreendida nenhuma grama de droga nem qualquer objectivo ilícito" a este suspeito, mas existem indicações policiais de que em causa podem estar crimes como lenocínio e ajuda à imigração ilegal.

Outro dos detidos foi Rui Batista, que se encontra também no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa à espera de ser ouvido pelo juiz.
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