Açoriano Oriental
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À conversa com Osvaldo Cabral


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Os alunos da turma PJS2A, sob orientação do professor Luís Almeida, tiveram a oportunidade de entrevistar o jornalista Osvaldo Cabral, atualmente Diretor Executivo do jornal "Diário dos Açores". Em contexto de sala de aula, Osvaldo Cabral partilhou opiniões, saberes e experiências de quase 40 anos de jornalismo.

[P&V] Sempre quis ser jornalista?

[OV] Sim, desde novo. Este querer não nasce com a pessoa, (...) vai crescendo e despertando com a vida, nomeadamente, com a leitura e a audição de textos e de notícias. Tive a sorte de, na freguesia onde nasci, com outros patrícios, termos lançado um jornalinho, que ainda hoje se mantém. Comecei aí e, mais tarde, já na Escola Domingos Rebelo, recebi convite do Correio dos Açores para escrever como redactor do jornal. O "bichinho" foi crescendo e (...) optei, no final do curso, por trabalhar a tempo inteiro no jornal e, mais tarde, mudei-me para a RTP-Açores.

[P&V] Como é a sua rotina profissional?

[OV] Não tenho horários...os acontecimentos não têm hora para acontecer! O jornalista tem de estar atento e disponível, o que interfere com a vida familiar, em especial quando se tem de viajar ou sair de imediato para a rua.

[P&V] O que mais gosta de fazer como jornalista?

[OV] Notícias, reportagens, entrevista, comentário. No início, gostava de ir atrás das notícias, agora tenho outras funções. Mas hoje, para se ser jornalista, é necessário ter uma Licenciatura em Jornalismo ou em Ciências da Comunicação, além de carteira profissional para se começar a trabalhar. É uma profissão que exige muita responsabilidade.

[P&V] Já lhe aconteceu alguma coisa ter corrido mal na prática jornalística?

[OV] Sim, como em todas as profissões! Agora, não se pode é falhar sistematicamente; pontualmente é humano. Quando nos enganamos, devemos corrigir e pedir desculpa. Se assim não for, perdemos credibilidade e até o jornal corre o risco de fechar, porque as empresas de comunicação social têm regras não podendo falhar sistematicamente. O respeito e a credibilidade é o que um jornalista pode ter como mais valioso na sua vida profissional.

[P&V] Como lida com as críticas?

[OV] Temos de ter uma certa bagagem para lidar com as críticas. Como os jornalistas se expõem, podem ser criticados. Mas se houver bom senso e se o profissional possuir boas qualidades é mais fácil digerir as críticas. Claro que criticar nas redes sociais, onde não há regras, não leva a nada.

[P&V] O que espera que seja o Jornalismo daqui a 5 anos?

[OV] O Jornalismo de há 10, 20 anos não é o mesmo de hoje. Daqui a cinco, será também diferente. Hoje, temos outras ferramentas, mais rápidas. Antes, o trabalho era mais lento e muito fora das Redações, tínhamos de ir atrás das notícias… hoje há outros meios para sermos mais rápidos a chegar à notícia. Mas há hoje, e de futuro ainda mais, um excesso de informação, o que dificulta a escolha do que é mais importante para as pessoas. O jornalista deverá ser, no futuro, um “selecionador” ou "moderador" mais apurado para saber distinguir o que é mais importante para transmitir ao público.

[P&V] Arrepende-se de alguma coisa que tenha (ou não) feito?

[OV] Tanta coisa, em especial de algum erro. A melhor prova do melhor arrependimento é corrigir o erro.

[P&V] Como se sente à frente das câmaras da televisão?

[OV] Nervoso miudinho! Mas a melhor técnica passa pela descontração. O grande “medo” da televisão é que ela duplica o que se estiver a fazer - por exemplo, quem estiver nervoso facilmente é notado em casa. Enquanto apresentadores, devemos olhar para a câmara quando estamos a falar, olhos nos olhos com o telespectador; os gestos são muito importantes para ajudar a passar a mensagem, mas não podem ser bruscos ou exagerados, pois levam à distração do telespectador!  Ah, e a indumentária é muito importante, sóbria e sem muitos "berloques" para não causar ruído de comunicação.

[P&V] Como se prepara e se faz uma entrevista?

[OV] Uma entrevista não é um combate de boxe, não é uma guerra. O objetivo é obter do entrevistado boas informações. As perguntas devem ser bem feitas, claras e devem ser as questões que as pessoas, no geral, gostariam de colocar. Quando, por vezes, as coisas emperram, o jornalista deve ajudar, não se deve esperar pela resposta só para se envergonhar o entrevistado. E como é que se pode ajudar? Desvia-se para outro tema ou acrescenta-se qualquer detalhe para que a resposta saia clara. É um dos géneros mais difíceis.

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