Paris, dizia Gertrude Stein, não valia tanto pelo que dava, mas pelo que não tirava.
Fiquei com essa frase cravada, como espinha na garganta, como reumatismo nos ossos. Porque há verdades que não se pensam: doem. E esta começou a doer-me. Percebi que os Açores não davam pouco. Começaram a tirar muito.
O tempo. A largura. O futuro.
Tiram a vontade de tentar mais, de tentar melhor. Tiram...
Valsa lenta
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