Desde que as redes sociais e os ecrãs nos roubaram seis ou mais horas das vinte e quatro do dia, lamento informar: os dias já não têm vinte e quatro horas.
Tenho provas. São as olheiras. O café frio. A criança que nos chama duas vezes antes de ouvirmos. O telefone aceso na mesa, essa pequena morgue onde as notícias chegam mortas e continuam a mexer.
Seis horas. Mais. Não as vemos ir. Não há...
Os dias já não têm 24 horas
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