Wall Street fecha semana em baixa devido à subida contínua dos preços da energia

A bolsa nova-iorquina encerrou ontem em baixa, com os investidores a cederem à subida contínua dos preços do petróleo, no seguimento dos ataques israelo-norte-americanos ao Irão, e a um relatório sobre o emprego nos EUA.



Os resultados da sessão indicam que o indie seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,95%, o tecnológico Nasdaq perdeu 1,59% e o alargado S&P500 baixou 1,33%.

"Os preços da energia suscitam cada vez mais preocupação", disse Tim Urbanowicz, da Innovator Capital Management, em declarações à AFP.

As cotações do petróleo 'dispararam' cerca de 30% esta semana, atingindo níveis não vistos desde 2023, com grande parte dos fluxos provenientes do Golfo Pérsico suspensos.

Os investidores receiam que uma subida duradoura das cotações da energia se repercuta nos preços dos bens de consumo.

Nos EUA, o preço da gasolina subiu 11% na semana que agora acaba, segundo um observatório, o AAA.

"O mercado não vai evoluir bem se esta situação continuar", antecipou Urbanowicz. "Isto vai exercer uma forte pressão, que pode mesmo vir a ter um efeito recessivo".

Por agora, os ataques israelo-norte-americanos continuam. E Donald Trump prometeu hoje continuar a guerra até à "capitulação incondicional" do Irão.

Ao mesmo tempo, "um relatório desastroso sobre o emprego não agrícola" veio também pesar sobre as cotações, apontou Jose Torres, da Interactive Brokers.

Segundo estatísticas oficiais divulgadas hoje, os EUA, em fevereiro, destruíram 92 mil empregos, ao contrário do que se esperava.

O desemprego subiu assim para 4,4%, quando os investidores esperavam a sua manutenção, em 4,3%.

"Isto cria uma situação complexa para o banco central", considerou Gina Bolvin, da Bolvin Wealth Management Group.

"Um mercado de trabalho mais fraco requer uma eventual baixa da taxa de juro de referência. Mas a instituição vai ter proas mais claras de um arrefecimento da inflação antes de tomar essa decisão", desenvolveu.

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