Vice-campeão do mundo em esgrima quer inovar para iludir adversários


 

Lusa/AO online   Outras modalidades   26 de Set de 2007, 11:26

A capacidade de inovar para assim iludir os adversários é um dos trunfos que Joaquim Videira espera potenciar no Campeonato do Mundo de esgrima, em São Petersburgo, Rússia, com o intuito de repetir a prata conquistada em 2006.
    “Sou vice-campeão do Mundo de espada e segundo do ranking internacional, pelo que sou dos atletas mais estudados pelos adversários. Isso faz com que seja cada vez mais difícil repetir os resultados, pelo que só inovando me posso manter no 'top'”, vincou, em declarações à Agência Lusa, antecipando a prova que, para os portugueses, decorre de 29 de Setembro a 04 de Outubro.

    Conhecer os opositores é outra das tarefas “vitais” para o êxito: “é fundamental fazer os trabalhos de casa, que o meu treinador e eu fazemos. É uma pequena desvantagem, já que boa parte dos atletas de elite têm quem faça isso por eles. Devo procurar pontos fracos nos adversários enquanto brinco com as acções para tentar inovar”.

    Joaquim Videira refuta qualquer tipo de pressão na defesa da prata mundial - “só prejudica a indispensável concentração nos jogos” - e avisa que no mundo da esgrima “não é normal serem sempre os mesmos a vencer”.

    “Só posso prometer fazer o melhor possível, pois a história não se repete muitas vezes. A esgrima é um desporto atípico. Por exemplo, em 2006, três atletas do 'top' 16 Mundial foram afastados logo nas ‘poules’ preliminares”, contou o atleta luso, de 23 anos.

    Joaquim Videira está em boa posição para o apuramento olímpico (segundo do ranking mundial), quando falta disputar o Mundial e nove etapas da Taça do Mundo: “acredito que posso ir a Pequim2008, um dos sonhos de qualquer atleta”.

    Portugal vai apresentar na Rússia uma selecção que inclui ainda João Cordeiro e Filipe Pequito (primeiro ano de seniores) na espada, e João Gomes, Gael Santos e David Oliveira no florete, disciplina em que compete Débora Nogueira, a única representante feminina.

    “Partimos para a Rússia com o objectivo de igualar os resultados de 2006, em que Joaquim Videira foi prata e João Gomes (actual 51º ranking mundial) 16º. Ambos estão fortes e podem consegui-lo. Os outros atletas são jovens, mas, num bom dia, podem entrar no quadro principal de 64 e classificar-se nos 32 primeiros”, prevê José Bartissol, da direcção técnica nacional.

    O elemento federativo destaca, no entanto, as dificuldades que esperam os lusos: “na esgrima é tudo muito equilibrado, com muitos atletas a poderem chegar à medalha, pelo que é complicado fazer previsões”.
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