Defesa

Venezuela mantém compras de armamento para se proteger


 

Lusa/AOonline   Internacional   7 de Nov de 2008, 14:46

A Venezuela continuará a comprar armamento à Rússia, China ou Bielorússia até conseguir “poderio suficiente” para defender o território e o petróleo de agressões externas de países como os Estados Unidos, afirmou o chefe das forças armadas venezuelanas.
“Queremos ser muito fortes, mas numa direcção eminentemente dissuasora, que qualquer país do mundo pense, não uma, mas dez vezes antes de vir aqui”, afirmou o general Jesus González, chefe do Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela citado pelo jornal El Universal.

    A Venezuela iniciou em 2005 compras regulares de espingardas de assalto AK-47 Kalashnikov, aviões Sukhoi-30, radares e helicópteros à Rússia e tem prevista a compra de tanques e carros blindados T-72, MPR e BMP3. Caracas adquiriu também à China aviões K-8 e radares.

    “Todos os que queiram por um pé aqui (na Venezuela) são inimigos, e eu não duvido que os norte-americanos queiram vir pelo petróleo. Temos que estar preparados”, disse o chefe militar, citando ainda a máxima “se queres a paz prepara-te para a guerra”.

    Segundo Jesus González as ameaças militares à Venezuela vão continuar mesmo depois de o Presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, assumir o cargo, em Janeiro de 2009, porque “os interesses dos EUA continuarão a ser sempre os mesmos”.

    “(Barack) Obama poderá mudar algumas coisas na política externa, mas na essência os fins e propósitos do Estado norte-americano continuarão a ser os de dominar o mundo”, disse.

    De acordo com Jesus Gonzalez, em apenas alguns anos a Venezuela vai ser “um dos cinco países do mundo” a ainda ter petróleo, de que “os Estados Unidos vão necessitar em qualquer momento”.

    “Se não estivesse aqui o presidente Hugo Chávez, não seria com as mesmas condições que levam o nosso petróleo, já teríamos privatizado a (empresa estatal) Petróleos de Venezuela S. A. que seria uma filial da ExxonMobil”, adiantou.

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