Açoriano Oriental
Vasco Cordeiro diz que Ministro dos Negócios Estrangeiros está "cegando"

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, disse esta sexta feira que o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Augusto Santos Silva, “está cegando” (está a chatear), ao referir que não está disponível para rever o acordo das Lajes.

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Foto: GaCS/JAR
Autor: AO Online/ Lusa

“O senhor ministro dos Negócios Estrangeiros optou por usar a ironia para responder ao senhor deputado (Paulo Moniz, do PSD/Açores) e, assim sendo, não me levará a mal que também use da ironia para, na parte da forma, responder, usando uma expressão muito açoriana, muito micaelense: está cegando”, disse Vasco Cordeiro em declarações à Antena 1/Açores.

Em janeiro, Vasco Cordeiro considerou no parlamento dos Açores que a relação bilateral com os Estados Unidos é "profundamente desequilibrada em prejuízo" de Portugal "e, por isso, é que deve ser alterada".

Na quinta-feira, Augusto Santos Silva foi confrontado na comissão parlamentar dos Assuntos Europeus, da Assembleia da República, pelo deputado do PSD/Açores Paulo Moniz sobre as declarações de Vasco Cordeiro, de que está a “trabalhar com os Estados Unidos ainda no fecho - segundo o interesse português e regional açoriano - de todas as questões colocadas pela decisão de redução do contingente militar da Base das Lajes”.

Na resposta, o ministro disse que o dossiê laboral “está fechado”, o das infraestruturas “praticamente fechado (pelo menos está com as orientações definidas)”, enquanto a questão ambiental “ainda está em aberto”.

Ainda no âmbito das suas declarações à rádio, Vasco Cordeiro referiu que o principal argumento para a revisão do acordo das Lajes é que “a relação entre Portugal e os Estados Unidos, depois do redimensionado da força aérea norte-americana na Base das Lajes, é profundamente desequilibrada”.

O chefe do executivo dos Açores considera que “esta não é apenas a posição do presidente do Governo Regional”, acrescentando estar “muito bem acompanhado nesta matéria pelo embaixador Pedro Catarino, um dos responsáveis pela negociação deste Acordo e que tem a mesma posição”.

A cônsul dos Estados Unidos em Ponta Delgada, Kathryn Ryan Hammond, declarou na quarta-feira que, se Portugal quiser rever o Acordo Bilateral de Cooperação e Defesa com os Estados Unidos, deve dar o "primeiro passo".

Em entrevista concedida à agência Lusa, a propósito dos 225 anos do consulado norte-americano em Ponta Delgada, a cônsul nos Açores referiu que, "se o Governo português pretender olhar o Acordo Bilateral, o Governo dos Estados Unidos irá discutir esta questão, usando a Comissão Bilateral para encetar conversações".


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