Açoriano Oriental
Unidade de medicina nuclear entra em funcionamento no final do mês nos Açores
A unidade de medicina nuclear do Hospital da Ilha Terceira foi inaugurada mas só deverá entrar em funcionamento no final do mês, servindo todos os utentes do arquipélago.
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Foto: GaCS/AIC
Autor: Lusa/AO online

 

"Esta unidade está localizada na ilha Terceira e servirá de uma forma mais direta quem vive na ilha, mas é uma unidade que tem uma abrangência regional", salientou o secretário regional da Saúde, Luís Cabral, à margem da inauguração da unidade.

Os Açores eram a única região do país que não tinha acesso a este tipo de tecnologia, que vai permitir um diagnóstico mais preciso de determinadas patologias.

Segundo Luís Cabral haverá uma redução de deslocações ao continente para efetuar estes exames e dentro da região haverá uma melhor articulação, para permitir que os doentes de outras ilhas cheguem à Terceira de manhã e regressem a casa ao final do dia, depois de realizarem o exame.

"Há uma melhoria funcional que se refletirá numa diminuição de custos para o Governo Regional", frisou.

Atualmente, o rácio destes exames nos Açores é inferior à média nacional, o que, segundo o governante, poderá significar que "alguns açorianos não fazem os exames porque têm de se deslocar ao continente para os fazer".

O secretário regional estima que, ao longo do primeiro ano, sejam feitos cerca de 600 a 700 exames.

A unidade será gerida pela empresa privada Isopor, que investiu cerca de 500 mil euros na dotação de equipamentos e irá pagar uma renda pelo espaço utilizado no Hospital de Santo Espírito, da Ilha Terceira.

A instalação da unidade de medicina nuclear insere-se num projeto mais alargado da Isopor para os Açores, que inclui a construção de uma fábrica de isótopos no parque tecnológico da Lagoa, na ilha de São Miguel, que deverá estar concluída no fim de 2017.

O projeto é considerado um projeto de interesse regional, por isso a construção da fábrica de isótopos será comparticipada por fundos comunitários.

Referindo-se apenas à unidade de medicina nuclear, o secretário regional da Saúde justificou o atraso na sua implementação com a conjuntura do país, que fez com que alguns projetos abrandassem.

"Era importante chegarmos a um acordo sobre a melhor forma de funcionamento desta estrutura, para que os açorianos ganhassem e a empresa tivesse a sua devida rentabilidade", salientou.

Segundo Luís Cabral, a empresa José Chaves Saúde, que vai dirigir o centro de radioterapia dos Açores, deverá instalar, "no início do próximo ano", um polo de braquiterapia no Hospital da Ilha Terceira.

Quanto à unidade de medicina nuclear, deverá entrar em funcionamento no final de novembro, estando em fase de testes de calibração e certificação do aparelho e em processo de licenciamento.

Cerca de 95 a 98% da sua intervenção será em exames de diagnóstico, podendo ainda ser realizados tratamentos em ambulatória, com pequenas doses, para tratamento de patologias ligadas à tiroide.

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