Um grego, uma britânica e uma israelita ganham prémios Marie Curie da UE


 

Lusa/AO online   Internacional   5 de Nov de 2012, 13:55

Um investigador grego, uma britânica e uma israelita foram esta segunda-feira galardoados na primeira convocatória dos prémios Marie Curie da UE, que reconhecem o mérito, a excelência e as conquistas de jovens investigadores na Europa.

A Comissão Europeia (CE) atribuiu o prémio Marie Curie na categoria de "talento de investigação prometedor" ao grego Gkikas Magiorkinis, à britânica Claire Belcher pelo seu trabalho em "comunicação da ciência" e à israelita Sarit Sivan pela sua "inovação e espírito empresarial", revela, em comunicado.

Magiorkinis foi distinguido pelo seu trabalho sobre a hepatite C, enquanto Belcher obteve o prémio pelo estudo do passado geológico da Terra e o seu impacto na vida das plantas e dos animais.

Finalmente, Sivan recebeu o galardão como reconhecimento pelo seu trabalho num tratamento inovador para a dor de costas causada pela degeneração dos discos da coluna vertebral.

A comissária europeia de Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude, Androulla Vassiliou, felicitou os três galardoados e sublinhou a importância que tem este tipo de iniciativas para incentivar outros investigadores e inspirar os jovens a começar uma carreira na ciência.

Vassiliou defendeu ainda ser "vital" investir fortemente na investigação europeia, já que, na sua opinião, assim se contribui para responder a grandes desafios da sociedade em áreas como a saúde e o meio ambiente.

O júri dos prémios incluía académicos e cientistas, incluindo o biólogo francés Pierre Joliot, neto de Marie Sklodowska-Curie, o professor Christopher Pissarides, vencedor do Nobel da Economia em 2010, e a ex-ministra portuguesa da Ciência e Ensino Superior e atual eurodeputada Maria da Graça Carvalho.

Os prémios enquadram-se nas ações Marie Curie, que têm um orçamento de 4.700 milhões de euros para o período 2007-2013 e que visam promover carreiras de investigação na Europa através de diversos planos geridos pela Agência de Investigação Executiva da CE.

Desde 1996, as ações Marie Curie permitirão a mais de 65.000 investigadores de quase 130 países diferentes fazer investigação no estrangeiro.


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