"Segundo as estimativas mais conservadoras, desde o início do ano, o Estado agressor [Federação Russa] perdeu pelo menos sete mil milhões de dólares [5,9 mil milhões de euros] apenas como resultado direto das nossas sanções direcionadas contra a indústria petrolífera e o setor de refinação da Rússia, devido a impactos diretos, paragens e atrasos nos envios", escreveu Zelensky numa publicação nas redes sociais, citada pela agência Efe.
O Presidente ucraniano acrescentou ainda que, a avaliar pelos resultados de abril, as ações "de longo alcance" da Ucrânia atingiram um novo patamar em termos de profundidade e intensidade, bem como em termos da redução dos lucros do petróleo russo.
"É importante não só atingir o objetivo em si, tal como definido na missão de combate, mas também aumentar o tempo de inatividade do alvo ou, pelo menos, reduzir significativamente a sua capacidade operacional", disse.
Entretanto, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) confirmou um novo ataque, realizado em colaboração com as Forças de Defesa da Ucrânia, contra as infraestruturas do porto e da refinaria de Tuapse, na região de Krasnodar, na Rússia.
De acordo com o comunicado do SBU no Telegram, tratam-se de importantes complexos de produção e centros logísticos que garantem a ligação entre a extração, a refinação e a exportação de petróleo russo.
O comunicado sublinha que a Tuapse é a única refinaria de petróleo da Rússia localizada na costa do Mar Negro, com capacidade para processar aproximadamente 12 milhões de toneladas de petróleo por ano.
Hoje, a Rússia também já lançou 409 drones em território ucraniano, dos quais 388 foram neutralizados ou abatidos, tendo sido contabilizados 16 impactos de drones em seis locais, além de fragmentos de aeronaves abatidas em onze locais, informou a Força Aérea Ucraniana.
Os drones, dos quais aproximadamente 250 eram da marca Shahed, desenvolvidos pelo Irão, foram lançados a partir das 08:00 da manhã a partir das regiões russas de Shatalovo, Kursk, Oryol, Milerovo e Primorsko-Akhtarsk, a partir de Gvardiyske, na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e do território ocupado de Donetsk, de acordo com o comunicado publicado no Telegram.
"Os russos continuam a aterrorizar o nosso povo e as nossas cidades. Hoje, em apenas meio dia, mais de 400 drones atacaram as nossas instalações energéticas, infraestruturas críticas e casas", denunciou a primeira-ministra ucraniana, Yulia Sviridenko, numa mensagem no Telegram.
A governante mencionou ainda que houve pelo menos dez pessoas feridas em Ternopil, uma delas gravemente, além de danos em instalações civis em Kherson e na região de Vinitsya.
Antes, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já tinha denunciado os contínuos ataques da Rússia ao setor energético, às infraestruturas críticas e às instalações civis, referindo-se aos 210 drones lançados entre a tarde e a noite de quinta-feira contra território ucraniano, aproximadamente 140 deles da classe Shahed.
"Estes ataques diários demonstram a necessidade de aumentar a pressão sobre a Rússia. O agressor deve ser enfraquecido para garantir uma maior segurança na Europa. A política de sanções deve continuar, juntamente com a sincronização de todas as nossas sanções com as dos nossos parceiros", escreveu.
Acrescentou que "se a Rússia não quiser recorrer à diplomacia voluntariamente, deve ser forçada a fazê-lo".
Ucrânia: Ataques à indústria petrolífera custaram 5.900 ME à Rússia
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que os ataques de drones ucranianos contra as infraestruturas petrolíferas russas resultaram em prejuízos para a Rússia de aproximadamente 5,9 mil milhões de euros desde o início do ano.
Autor: Lusa
