Açoriano Oriental
Taxa turística em São Miguel só avança com unanimidade de todos os municípios

Os municípios de São Miguel, nos Açores, só vão implementar uma taxa turística caso exista unanimidade entre as seis câmaras municipais da ilha açoriana, segundo revelou o autarca de Ponta Delgada.

Taxa turística em São Miguel só avança com unanimidade de todos os municípios

Autor: Lusa /AO Online

“O que está perfeitamente sintonizado e harmonizado com todas as câmaras municipais da ilha de São Miguel é que apenas avançaremos para essa situação numa perspetiva de unidade e não cada uma por si. Estamos a trabalhar de forma uníssona e em bloco”, disse Pedro Nascimento Cabral (PSD).

O também presidente da Associação de Municípios da ilha de São Miguel (AMISM) falava à comunicação social, na sede do concelho, à margem da assinatura de um protocolo para a implementação de um sistema de videovigilância na cidade.

Num comunicado divulgado na quinta-feira, a Câmara de Ponta Delgada revelou que o executivo tinha aprovado o “início da abertura do processo de regulamento da taxa turística, que será alvo de análise e debate com todos os particulares e instituições interessadas em apresentar contributos”.

Pedro Nascimento Cabral referiu que ainda não existe uma posição fechada entre os municípios da ilha, adiantando que a taxa turística tem sido “alvo de reflexão profunda” nas reuniões da AMISM.

“Chegou a vez, de forma concertada e uníssona, de as câmaras municipais avançarem com o início do procedimento para o efeito. Vamos ouvir as pessoas, vamos ouvir as entidades e todos aqueles que têm uma palavra a dizer. Depois, as câmaras irão tomar uma posição definitiva”, afirmou, salientando que qualquer decisão “deve ir ao encontro das reais expectativas” da população.

“Bastará que uma câmara municipal entenda que não estão reunidas as condições para uma taxa turística na ilha de São Miguel e as câmaras municipais não o vão fazer”, reiterou.

Pedro Nascimento Cabral não quis revelar a sua posição sobre a taxa turística, afirmando que não quer “influenciar a opinião pública”.

“É uma questão controversa. Existe quem defenda e quem não a defenda. Acima de tudo o que nós queremos é dar voz às pessoas e às entidades que podem ter influência nessa matéria. Depois logo se verá. Sem qualquer complexo, é um processo que se quer aberto”, acrescentou.

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