Scolari repetiu o feito de Oliveira, ao "bisar" qualificação

Scolari repetiu o feito de Oliveira, ao "bisar" qualificação

 

Pedro Belo da Fonseca-Lusa   Futebol   21 de Nov de 2007, 21:12

O treinador brasileiro Luiz Felipe Scolari viveu uma fase de qualificação muito conturbada, mas entrou hoje para a história com o segundo seleccionador a colocar Portugal em duas fases finais, repetindo o feito de António Oliveira
Depois de levar a equipa lusa ao Mundial Alemanha2006, Scolari conduziu-a ao Euro2008, repetindo o pleno do ex-jogador de FC Porto e Sporting (Europeu de 1996 e Mundial de 2002), mas com um momento "negro" pelo meio, a agressão ao sérvio Dragutinovic, e um conjunto de jogos com pouco de bom para recordar.
O técnico que em 2002 levou o seu Brasil ao "penta", no Mundial disputado na Coreia do Sul e no Japão, reforçou, ainda assim, a sua posição entre os seleccionadores portugueses mais bem sucedidos, ele que já havia conseguido uma série de feitos sem precedentes.
Ainda com uma fase final por disputar, que deverá marcar o seu adeus à formação lusa, "Felipão" ficará para sempre na história como o primeiro técnico a colocar Portugal numa final, o que aconteceu no Europeu de 2004, disputado em solo luso.
O encontro, disputado a 04 de Julho, no Estádio da Luz, em Lisboa, acabou em "tragédia grega" (derrota por 1-0 contra os helénicos), mas, ainda assim, foi e continua a ser a única final à qual a selecção nacional "AA" conseguiu aceder.
Depois disso, e na segunda presença numa fase final ao comando de Portugal, Luiz Felipe Scolari fez, novamente, história, agora ao ficar a um "passo" de igualar os "magriços", que em 1966, em Inglaterra, tinham alcançado o terceiro lugar.
Como a equipa liderada por Eusébio (1-2 com a Inglaterra), o "onze" comandado por Figo só caiu nas meias-finais (0-1 com a França), mas, depois, não conseguiu o "bronze", ao perder com a Alemanha (1-3), ao contrário do "onze" de Manuel da Luz Afonso (2-1 à URSS).
O técnico brasileiro, confirmado oficialmente como seleccionador luso a 19 de Novembro de 2002 e apresentado a 14 de Dezembro do mesmo ano, está também na história como o recordista em termos de total de jogos (66), vitórias (39) e golos marcados (133).
Prestes a completar cinco anos desde que celebrou contrato com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), apesar de só se ter estreado a 12 de Fevereiro de 2003 (0-1 em Génova, frente à Itália), Scolari tem também, junto aos sucessos desportivos, um historial de "casos".
A agressão ao jogador Dragutinovic, no final do Portugal-Sérvia (1-1 em Alvalade, a 12 de Setembro) foi o seu pior momento ao comando da equipa das "quinas", numa actuação que se tem pautado, sobretudo, por uma relação especial com os jogadores.
Scolari tem tido sempre os futebolistas lusos do seu lado, mas foram muitas as polémicas, sobretudo relacionadas com a não convocação, jamais explicada, de Vítor Baía e a confiança "cega" em Ricardo, promovido a titular indiscutível desde a sua chegada.
A chamada do luso-brasileiro Deco também criou muitas tempestades, bem mais do que a de Pepe, também nascido no Brasil e lançado hoje como o 30º internacional "AA" da "era" Scolari, responsável, entre outros, pelo lançamento de Cristiano Ronaldo.
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